A experiência de vida nos passa lições que não podem ser esquecidas, mesmo porque temos o compromisso e a responsabilidade com a formação daqueles que nos sucedem nos laços de família, bem como a obrigação indelével com a estruturação dos princípios morais que constituem o sustentáculo das colunas que mantêm erguida a nossa sociedade.
Diante dessa percepção, existem práticas e concepções que frequentemente geram conflitos sociais e políticos. Contudo, é preciso ter a compreensão de que a diversidade de pensamentos e ideias, fortalece o entendimento de que o debate democrático não deve impedir a formação de consensos mínimos sobre temas estratégicos para o país. Os governos devem priorizar os interesses permanentes da Nação em detrimento dos objetivos eleitorais e eleitoreiros de curto prazo. Esses interesses são enganadores, pois prometem aquilo que sabem não poder cumprir. Vergonhoso, é a melhor palavra!
Lamentavelmente, ao longo de sua história recente, o Brasil tem convivido, com uma prática política que frequentemente subordina decisões estratégicas ao calendário eleitoral. Em muitos momentos, até importantes projetos estruturantes são adiados, reformas básicas são evitadas e medidas necessárias deixam de ser adotadas por receio de desgaste político ou perda de popularidade por parte dos governantes.
Enquanto isso, áreas fundamentais como educação, saúde, infraestrutura, segurança pública, ciência e tecnologia permanecem dependentes de soluções emergenciais, quando deveriam estar inseridas em projetos permanentes de desenvolvimento nacional.
Os interesses nacionais exigem visão de longo prazo e devem orientar políticas públicas capazes de ultrapassar mandatos, governos e disputas partidárias. A visão de longo prazo é pertinente e encontra respaldo na experiência de países que conseguiram alcançar níveis mais elevados de desenvolvimento econômico e social.
Um país que pretende crescer de forma sustentável precisa estabelecer prioridades que não sejam alteradas a cada processo eleitoral. Igualmente, não pode estar submetido a ações improvisadas de governo.
Quando decisões são tomadas apenas para atender interesses eleitorais imediatos, cria-se uma falsa sensação de prosperidade que, mais cedo ou mais tarde, acaba sendo substituída por dificuldades econômicas e restrições orçamentárias, além de uma infinita frustação no seio da sociedade, principalmente quando acontecem os cortes no orçamento da educação e da saúde.
Uma Nação com potencial econômico, recursos naturais abundantes, capacidade produtiva diversificada e uma população empreendedora, não pode permitir que as decisões para transformar esse potencial em desenvolvimento efetivo sejam prejudicadas pelas conveniências eleitorais.
Acima da visão de governar para a próxima eleição, é preciso governar para as próximas gerações. Somente quando os interesses do país estão acima das disputas circunstanciais da política será possível construir uma nação mais próspera, justa, competitiva e preparada para enfrentar os desafios do futuro.
Mais do que discutir quem ocupará os cargos de poder nos próximos anos, o Brasil precisa discutir qual país deseja construir nas próximas décadas. A verdadeira grandeza de uma Nação não se mede pela intensidade de suas disputas eleitorais, mas pela capacidade de unir diferentes visões em torno de objetivos comuns que promovam desenvolvimento, estabilidade institucional e prosperidade para as futuras gerações.
Ao contrário disso, o que se vê são alunos destratando seus professores de todas as formas. E tem ainda, os chamados parasitas que só sabem sugar o sangue de quem vive efetivamente na labuta! Eles têm até outro nome, que não cabe citar aqui.
O futuro do Brasil não pode ser refém dos calendários eleitorais nem das conveniências partidárias do momento. As gerações que virão cobrarão não os discursos proferidos durante as campanhas, mas as decisões que tiveram coragem de preparar o país para os desafios do amanhã. Colocar os interesses nacionais acima dos interesses eleitorais não é apenas uma escolha política; é um compromisso moral com o destino da Nação. E isso não será favor algum, mas, absoluta obrigação!
Autor: Adm. Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público – Salvador – BA.
Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade

1 comentário
É bem isso mesmo. Fazem o que querem do nosso dinheiro ao Bel prazer deles. Priorizar os interesses próprios em primeiro lugar depois o nosso. Tudo totalmente o inverso. O Artigo diz tudo e põe o dedo no ERRO!!!