Maringá realiza formatura de novos médicos residentes

Crédito: PMM
Crédito: PMM

A cidade de Maringá celebrou nesta terça-feira (3) a formatura de 11 novos médicos residentes em Medicina de Família e Comunidade (MFC). A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Saúde, representa um passo importante no fortalecimento da atenção primária — considerada a porta de entrada do sistema público.

Esse tipo de formação tem um papel direto na qualidade do atendimento, já que os profissionais são preparados para acompanhar o paciente de forma contínua, considerando não só a doença, mas também o contexto familiar e social.

Por que essa formação é tão importante?

A especialidade em Medicina de Família e Comunidade é estratégica dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso porque o foco está no cuidado integral, ou seja, o paciente é visto como um todo — e não apenas pelos sintomas.

Segundo o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, a chegada desses novos profissionais traz ganhos reais:

“É bom para a comunidade e fortalece a atenção primária. A presença de mais médicos nessa área impacta diretamente os indicadores de saúde.”

Na prática, isso significa:

  • Menos sobrecarga em hospitais e UPAs

  • Atendimento mais próximo da população

  • Diagnósticos mais rápidos e acompanhamento contínuo

O papel do médico de família no dia a dia

A preceptora da residência, Jaqueline Tsukuda, destacou um ponto essencial: o médico de família acompanha o paciente ao longo de toda a vida.

Desde o nascimento até a terceira idade, esse profissional:

  • Cria vínculo com o paciente

  • Entende o histórico familiar

  • Atua na prevenção de doenças

  • Evita complicações que poderiam virar casos graves

Ou seja, é um modelo de cuidado que prioriza prevenção em vez de reação.

A visão de quem viveu essa jornada

Para a médica recém-formada Raquel Tanzawa, a experiência foi mais do que acadêmica — foi transformadora.

“Somos a base do SUS. Atendemos todas as pessoas e ajudamos a reduzir filas nas UPAs, filtrando casos que realmente precisam de atendimento mais complexo.”

Esse ponto é crucial: quando a atenção primária funciona bem, há uma redução significativa na demanda por serviços de urgência, melhorando todo o sistema.

A formatura desses novos médicos em Maringá vai além de uma cerimônia simbólica. Trata-se de um investimento direto na qualidade da saúde pública.

Mais profissionais capacitados na atenção primária significam um sistema mais eficiente, humano e acessível. E, no longo prazo, isso se traduz em menos filas, melhor atendimento e uma população mais saudável.

No fim das contas, fortalecer a base é o que sustenta todo o restante — e Maringá parece estar fazendo exatamente isso.