Participantes do 8° Encontro Amigos de Irecê de todos os Tempos
Há momentos na vida em que o tempo não apaga – apenas amadurece. Os laços construídos no cotidiano do trabalho durante alguns anos, entre desafios, responsabilidades e conquistas, transformaram-se em memórias sólidas, daquelas que resistem às distâncias e aos anos.
Este oitavo encontro vai além de uma simples reunião. É a celebração de uma história compartilhada, vivida nos corredores e nos dias intensos da Agência do Banco do Brasil em Irecê, onde cada um deixou a sua marca, seu esforço e sua contribuição para uma instituição que também se fez grande pelas pessoas que a construíram. E tudo isso se tornou em memoráveis lembranças para sempre…
Hoje, aposentados, carregamos mais do que lembranças: levamos conosco amizades que o tempo consolidou, histórias que merecem ser revisitadas e o orgulho de termos feito parte de uma trajetória comum. E podemos afirmar que somos um verdadeiro livro aberto para todos aqueles que desejam ser sólidos e inabaláveis e não estamos falando apenas de instituições bancárias.
Em meio a tantos bons momentos e conversas, cabe destacar a sensível mensagem da colega Jovelina Rocha, compartilhada no grupo do evento, cuja empatia tocou a todos:
“Esses dias que vivemos juntos não foram apenas um encontro. Foram um reencontro com a nossa própria história […] Eu me vi lá atrás… uma menina de São Gabriel, pobre, cheia de sonhos, viajando em cima de uma F1000 rumo a Morro do Chapéu, para prestar concurso para o Banco do Brasil… sem saber se ia dar certo, mas com uma coragem danada de quem já acreditava antes mesmo de acontecer. E aconteceu… Ali, naquele instante, nascia uma nova vida.”
São muitas as histórias como essa. Reencontrar-se é reviver. É reconhecer, nos rostos amigos, a continuidade de uma história que não se encerrou com o fim da jornada profissional — apenas ganhou novos significados.
Os encontros bianuais têm crescido em significado e expressão, a ponto de inspirarem manifestações artísticas, como a bela poesia que, transformada em música, emocionou e envolveu a todos nos momentos mais marcantes da recente celebração:
“Amigos de todos os tempos,
Caminhos que o coração escolheu.
Mesmo longe, seguimos por dentro,
Na memória o tempo não se perdeu.
Somos raiz, somos vento,
História que o tempo escreveu.
Amigos de todos os tempos,
Pra sempre em tudo que sou e que é meu”
São vínculos fortes, consolidados por uma convivência marcada por princípios, regras e aprendizados compartilhados ao longo do tempo. Naturalmente, resultam de uma base sólida construída por uma instituição que, ao longo de sua história, sempre cultivou valores como seriedade, compromisso e dignidade: o Banco do Brasil.
Este autor teve a honra de ser empossado na Agência de Irecê em abril de 1965, há 61 anos, com apenas 21 anos de idade. Deixou Irecê em 1979 e, após uma trajetória de seis anos pelas agências de Mutuípe e Uauá (onde atuou como gerente instalador), retornou para assumir a Gerência Geral em Irecê, função que exerceu entre 1985 e 1989.
Para se ter dimensão da importância daquela agência à época, basta recordar alguns números expressivos: eram 220 funcionários – incluindo cerca de 80 adidos de diversos estados —, além de uma estrutura composta por gerente-geral, três gerentes-adjuntos, oito supervisores, vinte assistentes de supervisão, dezessete fiscais da carteira rural, um investigador de cadastro e doze caixas.
Que os momentos vivenciados neste encontro tenham sido de alegria, partilha e gratidão. Que as conversas tenham fluído com a mesma naturalidade de outrora, que os sorrisos tenham sido espontâneos e que a memória nos tenha conduzido, com leveza, aos melhores capítulos da nossa história comum.
E que sigamos, com o mesmo ânimo e entusiasmo, rumo ao próximo reencontro, já projetado para 2028, em Vitória da Conquista – impulsionados pelo incentivo do colega Cleber, nosso gerente-adjunto no período de 1985 a 1989, hoje residente naquela cidade.
Que venha o “9º Encontro Amigos de Irecê de Todos os Tempos”! Que o tempo esteja lá esperando por todos nós!
Autor: Adm. Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público – Aposentado do Banco do Brasil.-Salvador-BA.
Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade

16 Comentários
Caro Agenor,
Seu Editorial nos brinda não apenas com memórias, mas com uma verdadeira lição de vida. Impressiona – e inspira – a disposição, a alegria e a vitalidade desse grupo longevo, que segue cultivando encontros marcados por afeto, respeito e pertencimento.
Em tempos em que as relações se tornam cada vez mais frágeis e passageiras, testemunhar amizades que atravessam décadas com tamanha solidez é algo raro – quase um patrimônio humano. Vocês demonstram, na prática, que os laços construídos com verdade, valores e convivência sincera resistem ao tempo e se fortalecem com ele.
Mais do que reencontros, esses momentos representam a continuidade de uma história viva, pulsante, que não se limita ao passado, mas se renova a cada encontro. Um exemplo admirável de que a amizade, quando bem cultivada, não envelhece – apenas se torna ainda mais valiosa.
Parabéns pela sensibilidade do relato e, sobretudo, pela capacidade desse grupo de manter acesa uma chama que hoje, infelizmente, poucos conseguem preservar.
Assim como o estimado Florisvaldo tem seu encontro familiar há décadas toda Sexta-feira da Paixão, observamos que uma equipe de trabalho num passado distante se encontra é reencontra para dizer SIM a amizade essa jóia rara nos tempos atuais. Que bacana ler um texto como esse, exatamente no Domingo de Páscoa cujo símbolo maior é exatamente a ESPERANÇA. Parabéns a todos e que, a fraternidade continue cada vez mais no seio desses colegas do passado e amigos no presente.
Agenor,
Sua crônica é uma epopeia; e quase um poema nostálgico livre!!!
Traz-me lembranças de minhas andanças interioranas (Serrinha, Santa Maria da Vitória, Euclides da Cunha, antes de você instalar Uauá) inclusive por aí em Irecê época da SUPER, com grupo de agrônomos da Super.
Seu espírito de liderança nutre este entusiasmo pelos encontros e reencontros.
Um grande abraço!!! Feliz Páscoa! (Salvador-BA).
Linda mensagem meu amigo. Como é bom reencontrar grandes amigos!!! (Uauá-BA).
Eu estive lá, sensacional! (Irecê-BA).
Que belo encontro de amigos para sempre!! Parabéns, turma boa! Que pena não terem ido visitar a ABAI! (Irecê-BA).
Memórias que não se apagam, revividas em cada encontro como bem expressa nosso amigo Agenor. Espero que nosso nono encontro seja comemorado com muitas alegrias em Vitória da Conquista. Sejam todos bem-vindos. (Vitória da Conquista-BA).
Excelente texto, ilustrado com o depoimento da colega. Estes eventos ficam mais gostosos quando são realizados em Irecê. Não sei se em Vitória da Conquista vai ter a mesma dimensão. (Salvador-BA).
Meu amigo Agenor, quando realizamos um encontro em uma cidade que foi conquistada por todos os colegas do BB, não é apenas o evento que marca, é o conjunto, ou seja, o ambiente, a energia do lugar, as pessoas que estão chegando para rever ambientes, pessoas e familiares e aqueles momentos vividos, à época. Por isso, ao levar esse mesmo encontro para outra cidade, por melhor que seja a organização, o sentimento não se repete da mesma forma. Cada lugar tem sua identidade, sua essência, e isso influencia diretamente no envolvimento e no entusiasmo das pessoas. E Irecê é assim, município aconchegante, viajava sempre quando trabalhei na Regional Juazeiro. Vejo assim.
Meu amigo Agenor, quando realizamos um encontro em uma cidade que foi conquistada por todos os colegas do BB, não é apenas o evento que marca, é o conjunto, ou seja, o ambiente, a energia do lugar, as pessoas que estão chegando para rever ambientes, pessoas e familiares e aqueles momentos vividos, à época. Por isso, ao levar esse mesmo encontro para outra cidade, por melhor que seja a organização, o sentimento não se repete da mesma forma. Cada lugar tem sua identidade, sua essência, e isso influencia diretamente no envolvimento e no entusiasmo das pessoas. E Irecê é assim, município aconchegante, viajava sempre quando trabalhei na Regional Juazeiro. Vejo assim. (Salvador-BA).
Meu amigo Agenor,
Por mais feliz que tenha sido o encontro, e com certeza o foi, a emoção, alegria e entusiasmo que envolve os participantes são ainda maiores ao ler sua crônica, pois você retrata o evento com a sensibilidade de um poeta.
Eu até consigo imaginar a ansiedade de todos pela nova reunião já agendada.
De resto, também imagino o número de histórias lembradas, pois sei bem o tamanho da agência de Irecê, já que fui lá várias vezes, durante o ano de 1997, a trabalho, quando exerci a Superintendência Regional da região, sediada em Jacobina, a cuja jurisdição Irecê pertencia.
Parabéns mais uma vez e grande abraço. (Salvador-BA).
Amei! Que legal. (Uibaí-BA).
Maravilhoso! (Salvador-BA).
Excelente sua crônica Donato. Gostaria de lá ter estado tbm, mas as circunstâncias não o permitiram, como a outros colegas de tempos idos: Magela, Jaed, Licínio, Eloy, Inspetor,Irênio, Safira, Kidinho, Cid, Botelho e outros que já se foram para outros Orbes. Como disse muito bem e vc destacou, nossa colega Jovelina: “Não é encontro, é reencontro” de ex-colegas da atividade bancária, hj chamados “não laborativos”, mas sim, irmãos, amigos, parceiros que deram significativa contribuição para que essa Instituição chegasse ao topo em desempenho, lucratividade, política funcional, serviço ao País, etc. Aquela era a Família Satélite e nós hj, fazemos parte de um grupo único, em extinção, mas que deixa um legado de seriedade, luta, ética, moral , honra, disciplina, dedicação e propósito de vida, que não era ganhar dinheiro, pq isto é consequência, mas sim servir ao próximo, à Nação. O que faz uma Instituição não é uma Sede bonita, num prédio moderno e imponente com seu nome em letras douradas, agigantadas, mas sim, os seus propósitos, seus objetivos , sua visão futura. E nada disso seria possível sem nossa presença seja na Presidência, nas Diretorias, nas Super, nas Gerências, nas Supervisões, nos Caixas e demais segmentos executivos. (Salvador-BA).
Reforçando o comentário do Sr. Florisvaldo Santos, percebo nesse encontro um movimento coletivo em validar algo muito precioso: a construção de vidas afins, histórias vividas num determinado período do tempo que vem se consolidando a cada encontro! Esse movimento contraria ao que Bauman chama de “Vida Líquida”. Talvez este grupo seja aquele que possamos chamar de “Grupo Sólido”. Coisa linda de se ver♥️
Ps.: não sou aposentada do Banco do Brasil, apenas amiga do autor e sua família. (Salvador-BA).
Que beleza de evento amigo. Organizado com cuidado e repleto de detalhes que demonstraram zelo e carinho, mas o que realmente fez a diferença foi a atmosfera de convivência. Muitos momentos de alegria, conversas agradáveis e risadas, que transformaram o encontro em uma experiência memorável.
Parabéns pela forma brilhante que retratou os momentos tão valiosos desse encontro. Sua crônica é um convite à valorização das boas companhias e das oportunidades de estar entre pessoas queridas.
Participar desse encontro foi um verdadeiro privilégio. Mais do que um evento, foi uma celebração da amizade, da convivência e daquilo que há de melhor nas relações humanas: a capacidade de criar memórias inesquecíveis ao lado de pessoas maravilhosas. (Salvador-BA).