Maringá: Empresário é preso após perseguição policial em Ciudad del Este

Um empresário brasileiro residente em Maringá foi preso na noite de terça-feira (4) após uma perseguição policial no centro de Ciudad del Este, no Paraguai. A ocorrência envolve denúncia de atentado ao pudor, resistência, perturbação da paz e suposta exposição indecente.

O detido conduzia uma Land Rover Discovery com placas brasileiras no momento da abordagem.

Denúncia partiu de vendedora ambulante

De acordo com o boletim de ocorrência, uma vendedora ambulante, que comercializa comida rápida na região central, acionou a polícia alegando ter sido ameaçada e perturbada pelo motorista em frente à sua barraca.

A denúncia aponta que o empresário teria apresentado comportamento agressivo e cometido atos considerados como exposição indecente.

Perseguição e prisão

Quando os policiais chegaram ao local para realizar a identificação, o motorista teria se recusado a fornecer seus dados e entrou no veículo para fugir. A atitude deu início a uma perseguição que terminou na Área 2 do bairro San Miguel, onde ele foi interceptado e detido.

Durante a abordagem, foram apreendidos:

  • A caminhonete Land Rover Discovery

  • Duas garrafas de bebidas alcoólicas

  • Um telefone celular

Segundo a polícia, o motorista se recusou a realizar o teste do bafômetro.

O caso foi comunicado ao Ministério Público paraguaio, que determinou que o detido permanecesse na delegacia, em livre comunicação e à disposição do promotor.

Versão do empresário

Após a prisão, o empresário apresentou uma versão diferente da relatada pela denunciante. Ele negou ter ameaçado a mulher ou praticado qualquer ato de exposição indecente.

“Eles rasgaram minha camisa. Queriam me cobrar mais porque sou estrangeiro; iam me cobrar 120.000 guaranis por um cachorro-quente gigante. O homem e o parceiro dele estavam me batendo. O policial veio para cima de mim, e eu saí do local, entrei no carro e corri”, declarou.

O empresário afirmou ainda que estava na cidade com amigos.

“Eu e alguns amigos viemos de Maringá com a intenção de ir a um cassino. Eu não ameacei ninguém”, disse.

Investigação em andamento

As autoridades paraguaias agora apuram as circunstâncias do episódio, confrontando as versões apresentadas pelas partes envolvidas. O empresário segue detido enquanto o Ministério Público avalia as medidas cabíveis.