Biografia memorialística: Texto preparado para publicação no Blog do Florisvaldo
Prefácio – Do chão da roça à inteligência artificial
Há histórias que sobrevivem não porque foram registradas em livros ou documentos oficiais, mas porque permaneceram na memória daqueles que as viveram. A trajetória de Evilazio Lunguinho de Carvalho é uma delas.
Evilazio dizia que a única escola que frequentara fora a roça, onde a enxada era sua caneta e o chão, seu caderno. Mais de um século depois de seu nascimento, suas palavras, seus hábitos e suas contradições chegam às novas gerações por meio das lembranças de familiares e conhecidos, organizadas com o auxílio de uma tecnologia que ele jamais poderia ter imaginado.
A inteligência artificial pode ajudar a escrever uma biografia, mas é a memória humana que lhe dá alma. Por isso, este relato não pretende transformar Evilazio em um personagem idealizado: procura preservar o homem que viveu, trabalhou, educou seus filhos, enfrentou dificuldades e deixou marcas na comunidade.
A pesquisa e a responsabilidade pelos testemunhos pertencem a Florisvaldo Ferreira dos Santos e às demais pessoas mencionadas ao final. A tecnologia participou da organização e da revisão da narrativa, sem substituir a experiência de quem conheceu Evilazio.
Do chão da roça à inteligência artificial, esta é, sobretudo, uma história de memória, afeto e passagem do tempo.

Apresentação
A história de Evilazio Lunguinho de Carvalho não pode ser contada apenas por datas, documentos ou cargos que exerceu. É também a história de um sertanejo que viveu em uma época marcada pelas dificuldades do interior baiano, pela escassez de recursos, pela força do trabalho rural e por relações comunitárias em que a palavra de uma pessoa tinha especial importância.
Nascido em 1917, Evilazio atravessou boa parte do século XX trabalhando, constituindo família e participando da vida social das comunidades onde viveu.
Homem de pouca escolaridade, mas dotado de conhecimentos adquiridos pela experiência, tornou-se uma referência para moradores que o procuravam em busca de orientação, ajuda ou solução para conflitos cotidianos.
Sua trajetória, entretanto, não foi feita apenas de realizações. Houve dificuldades financeiras, perdas familiares, decisões nem sempre bem-sucedidas, severidade na educação dos filhos e particularidades de personalidade que precisam ser preservadas para que sua história seja contada com autenticidade.
Esta biografia tem como fonte principal as lembranças de seu filho Florisvaldo Ferreira dos Santos, complementadas por relatos familiares e pelos textos memorialísticos publicados em diferentes anos.
1. As origens e a formação de um sertanejo
Evilazio Lunguinho de Carvalho nasceu em 20 de setembro de 1917, na região de Itiúba, Bahia, em um contexto em que a vida rural exigia trabalho desde cedo.
A escola formal não ocupou lugar expressivo em sua formação. Seu aprendizado aconteceu principalmente na convivência com a família, no trabalho da roça e nas experiências adquiridas ao longo da vida.
Uma de suas expressões traduzia essa realidade:
“A única escola que frequentei foi a roça, tendo como caneta uma enxada e meu caderno era o chão.”
A frase revela não apenas as limitações educacionais de sua época, mas também a maneira como ele compreendia a própria formação.
Apesar da pouca escolaridade, sabia ler e escrever, habilidades que utilizaria para ajudar outras pessoas da comunidade.
2. Os casamentos, a família e os assuntos silenciados
A história familiar de Evilazio apresenta acontecimentos que somente muitos anos depois chegaram ao conhecimento de alguns de seus filhos.
Antes de constituir família com Domingas, Evilazio havia se casado com Júlia, moradora do mesmo povoado de sua origem, no município de Itiúba.
Segundo o relato transmitido por sua irmã Honória de Carvalho, que presenciou os acontecimentos, aquele casamento teve um desfecho singular, lembrado pela expressão de que um saiu por uma porta e o outro pela outra, no Cartório Civil de Itiúba.
Os detalhes e as circunstâncias desse episódio permanecem pouco conhecidos. Como as pessoas que presenciaram os fatos, entre elas Honória, já faleceram, não foi possível obter esclarecimentos adicionais.
Evilazio não costumava conversar com os filhos sobre assuntos que considerava reservados. A expressão que sintetizava sua postura era:
“Em conversa de gente grande, meninos não se mete.”
Florisvaldo somente tomou conhecimento daquele primeiro casamento depois dos 22 anos, quando já residia em São Paulo.
Em 27 de julho de 1943, Evilazio casou-se com Domingas, conhecida carinhosamente como Dona Dunga.

Posteriormente, Honória manteve convivência harmoniosa com Domingas, embora preservasse, diante dos filhos, determinados assuntos do passado.
O casal teve dez filhos, dos quais cinco faleceram ainda crianças. Por não dispor de informações suficientes sobre seus nomes e as causas das mortes, Florisvaldo prefere não aprofundar esse aspecto neste momento. Os cinco que chegaram à idade adulta foram Silvia, Argemira, Florisvaldo, Adão e Maria das Graças.
A família também acolheu Hermínia de Moraes, conhecida como Mirá, considerada filha de criação.
Apesar das dificuldades, Evilazio procurava garantir o alimento à família. Nem sempre havia fartura ou possibilidade de escolher o que comer, mas, segundo Florisvaldo, o necessário não faltava. Hoje, o filho reconhece esse esforço com gratidão: “NUNCA PASSAMOS FOME, PORÉM, NEM SEMPRE COMÍAMOS AQUILO QUE TÍNHAMOS VONTADE OU DESEJO.”
As perdas de cinco crianças constituem parte dolorosa dessa trajetória. Embora não seja possível afirmar como cada uma dessas mortes foi vivenciada emocionalmente pelos pais, é legítimo reconhecer a dimensão dessas perdas na história familiar.
3. A Fazenda Laje do José: trabalho e sobrevivência
Durante muitos anos, Evilazio e Domingas viveram na Fazenda Laje do José, na região de Cansanção.
A propriedade representava o centro da vida familiar. Dela vinham produtos agrícolas, sobretudo feijão, milho e mandioca — esta transformada em farinha —, que constituíam a base da alimentação familiar. A criação de animais também contribuía para a subsistência e para as despesas da casa.
O trabalho era dividido conforme os costumes daquele tempo: aos homens cabiam principalmente as tarefas mais pesadas na roça; as mulheres ajudavam Dona Dunga na organização da casa, na limpeza do terreiro, na busca de água e lenha e na lavagem e passagem das roupas. Era uma divisão de responsabilidades própria daquele ambiente familiar e daquela época.
Domingas teve participação fundamental na administração da casa, na educação dos filhos — particularmente das filhas, conforme a divisão de tarefas da época — e na condução da propriedade rural, especialmente durante as ausências de Evilazio.
As segundas-feiras ocupavam lugar especial na rotina. Nesses dias, Evilazio reunia sua tropa de animais para levar à cidade os produtos da semana, realizar vendas, comprar mercadorias para o consumo familiar e quitar compromissos anteriormente assumidos.
O comércio local funcionava também com base na confiança.
Quando ele próprio, ou outra pessoa autorizada, precisava retirar uma mercadoria em seu nome, Evilazio podia encaminhar um bilhete com a seguinte mensagem:
“Despache o portador que segunda feira eu pago.”
A frase, preservada conforme a lembrança familiar, demonstra a importância da credibilidade pessoal nas relações comerciais daquele período.
Florisvaldo recorda que, até 1961, fazia deslocamentos de aproximadamente 18 quilômetros, considerando ida e volta, montado no animal conhecido como Jegue Preto.
Essas pequenas viagens faziam parte da aprendizagem prática da vida sertaneja.
4. A viagem ao Paraná e a promessa de não partir novamente
Em 1956, Evilazio decidiu deixar temporariamente a Bahia e procurar melhores oportunidades de trabalho em Cianorte, no Paraná, onde já residiam seus sobrinhos Tiotino e Zequinha. Viajaram com ele as sobrinhas Lorinha e Maninha, que permaneceram naquele estado pelo restante de suas vidas, segundo o relato familiar.
Durante um ano, trabalhou como servente de pedreiro, enfrentando uma rotina pesada, distante da família e da propriedade rural.
Partiu da Fazenda Laje do José com a expectativa de melhorar suas condições financeiras. Entretanto, quando retornou em 1957, percebeu que o resultado econômico não correspondia ao esforço realizado.
Ao chegar à propriedade, encontrou uma fartura que o surpreendeu: a modesta casa estava repleta de feijão, milho, melancias e farinha, resultado do trabalho e da administração de Domingas durante sua ausência.
A comparação entre o pouco que conseguira juntar no Paraná e a produção encontrada em casa marcou profundamente sua avaliação daquela experiência.
Foi nesse contexto que pronunciou uma frase lembrada pelo filho:
“SE A MINHA ALMA TIVER VERGONHA, NUNCA MAIS ELA SAI DA BAHIA À PROCURA DE AVENTURA!”
A expressão sintetizava sua decepção com aquela tentativa de migração por trabalho.
Isso não significou que jamais voltaria a viajar. Em 1985, por exemplo, deslocou-se a São Paulo para tratamento de saúde, retornando meses depois, em uma circunstância completamente diferente daquela que motivara sua ida ao Paraná.
5. A educação dos filhos: autoridade, disciplina e responsabilidade
Evilazio exercia sua autoridade familiar com firmeza.
Era um pai severo, de poucas palavras em determinadas circunstâncias, e não precisava de longas explicações para demonstrar desaprovação.
Seus filhos reconheciam, pelo semblante, quando alguma atitude não havia sido aceita.
A educação incluía castigos físicos, aplicados quando, na avaliação de Evilazio, os filhos os mereciam. Essa prática, presente em muitas famílias daquele período, não deve ser romantizada nem apresentada como modelo educativo para os dias de hoje.
Ao mesmo tempo, Evilazio procurava desenvolver nos filhos o senso de responsabilidade por meio de experiências concretas.
Uma dessas lembranças envolve uma pequena leitoa, chamada na linguagem regional de bacurinha, que deu a Florisvaldo.
O animal cresceu, reproduziu-se e teve duas crias. Com o desenvolvimento daquela pequena criação, Florisvaldo conseguiu recursos para adquirir uma bicicleta usada, em 1962, numa negociação que contou com a concordância de sua mãe.
O episódio ilustra uma forma prática de aprendizagem: cuidar de um bem, acompanhar seu crescimento e compreender o resultado do próprio esforço.
6. O Inspetor de Quarteirão e a confiança da comunidade
Entre as décadas de 1950 e 1960, Evilazio desempenhou atividades como Inspetor de Quarteirão, função que exerceu também em anos posteriores.
Naquele contexto, especialmente nas comunidades rurais, o Inspetor representava uma referência de autoridade e de ligação com os órgãos públicos.
Entre suas atribuições estavam a preservação da ordem, o encaminhamento de ocorrências, a mediação de conflitos e o auxílio às autoridades policiais.
Sua atuação era voluntária, sem remuneração regular pela função, conforme a memória familiar.
Evilazio era frequentemente procurado para resolver desentendimentos entre vizinhos, problemas relacionados a cercas, propriedades e questões familiares.
Em conflitos envolvendo relacionamentos entre jovens, por exemplo, costumava ouvir os envolvidos e seus familiares, buscando soluções que evitassem o agravamento das divergências.
Algumas dessas intervenções terminavam em reconciliações e fortaleciam vínculos comunitários.
A autoridade de Evilazio, segundo o testemunho de seu filho, não se fundamentava em demonstrações de violência física. Florisvaldo afirma nunca ter presenciado o pai envolver-se em brigas ou trocar agressões.
Embora mantivesse uma garrucha, sempre guardada em casa, utilizava um facão em seus deslocamentos, como precaução no caso de aparecer uma raposa “arruinada” que hoje sei que são animais portadores da raiva, sua reputação estava ligada principalmente à firmeza de suas decisões e à confiança que inspirava.
Nota de pesquisa: ainda não foram localizados documentos que confirmem a data de sua nomeação, a formalização da função ou eventual relação com a emancipação de Cansanção.
7. As frentes de emergência e o compromisso com os moradores
Durante os períodos de seca, quando a falta de chuvas comprometia a produção agrícola e a sobrevivência de numerosas famílias, o poder público organizava frentes de emergência.
Essas iniciativas empregavam trabalhadores na construção e manutenção de estradas, açudes, barreiros, tanques e outras obras necessárias às comunidades.
Evilazio atuou como feitor, acompanhando os serviços e participando da organização dos trabalhadores.
Segundo as lembranças de Florisvaldo, existia um sistema em que os participantes recebiam por cinco dias semanais, trabalhando três nas obras públicas e utilizando dois para cuidar de suas próprias roças.
O critério não foi criado por Evilazio, e sua origem administrativa permanece por esclarecer.
Como feitor, procurava distribuir as oportunidades entre os moradores, considerando as necessidades das famílias.
A função exigia confiança tanto da comunidade quanto das autoridades responsáveis pelos serviços.
8. O homem que escrevia cartas e ajudava os vizinhos
Em uma época em que muitas pessoas não sabiam ler ou escrever, Evilazio colocava seus conhecimentos à disposição dos moradores.
Lia correspondências, ajudava a interpretar mensagens e redigia cartas e respostas.
Não cobrava por esses serviços.
Naquele tempo, quando familiares partiam para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília ou outras regiões, as cartas e os telegramas representavam importantes meios de comunicação.
Uma viagem podia durar muitos dias, e o contato entre parentes dependia da chegada dessas mensagens.
Nesse ambiente, saber escrever era uma habilidade de grande valor social.
Evilazio tornou-se uma pessoa a quem os vizinhos recorriam não apenas para resolver conflitos, mas também para manter os vínculos com familiares distantes.
9. O brincalhão, os apelidos e as contradições
A imagem de Evilazio como homem severo não traduz, sozinha, sua personalidade.
Fora de determinadas situações de autoridade, era também brincalhão, extrovertido e apreciador das conversas com os conhecidos.
Tinha o costume de atribuir apelidos às pessoas, nem sempre recebidos com satisfação por quem os ganhava.
Entre as pessoas de maior intimidade, Evilazio também era chamado pelo apelido de “Pescoço”.
Essa característica revela um aspecto importante: o mesmo homem que inspirava respeito e receio podia ser descontraído e provocar risadas.
São particularidades que precisam ser compreendidas dentro de seu contexto, sem ignorar que algumas brincadeiras podiam desagradar.
A biografia deve preservar essas contradições porque elas fazem parte da pessoa real.
10. A chuva: o sangue da terra
Para quem dependia da agricultura no sertão, a chegada das chuvas era motivo de esperança e comemoração.
Florisvaldo recorda que, durante as tempestades de dezembro e janeiro, a família permanecia em silêncio dentro de casa, enquanto rezava baixinho a Santa Bárbara, invocada como protetora diante das tempestades. Quando cessavam os trovões e relâmpagos, Evilazio saía, sentia o cheiro da terra molhada e exclamava:
“VIVA A DEUS! CHEGOU O SANGUE DA TERRA!”
A frase expressava a importância da água para as lavouras, os animais e as famílias.
Naquele tempo, a família armazenava água em tanques, barreiros e lajedos; não dispunha das cisternas hoje conhecidas. A disponibilidade de água determinava grande parte da rotina rural.
A alegria de Evilazio diante da chuva era compartilhada com familiares e vizinhos, que reconheciam naquele acontecimento a possibilidade de uma nova safra e de melhores condições de vida.
11. A coragem, o medo de alma e uma aparente contradição
Evilazio era considerado um homem corajoso, disposto a cumprir suas obrigações mesmo diante de situações difíceis.
Entretanto, possuía uma particularidade que admitia sem constrangimento: tinha medo de alma.
Após o anoitecer, evitava sair sozinho para além do terreiro de sua residência.
Isso não o impedia de realizar diligências noturnas. Quando precisava sair, chamava alguém para acompanhá-lo.
Não era necessário que o acompanhante fosse uma pessoa fisicamente forte ou capaz de protegê-lo. Poderia ser um homem, uma mulher, um adolescente ou até uma criança.
A simples companhia bastava.
Acompanhado, era capaz de viajar durante toda a noite, sem apresentar inconvenientes.
Evilazio nunca explicou ao filho a origem daquele medo, nem relatou ter visto assombrações ou presenciado acontecimentos sobrenaturais.
Por isso, a descrição mais fiel permanece simples:
Tinha medo de alma. E pronto.
Essa característica não diminui sua coragem. Apenas revela uma particularidade humana que convivia com sua firmeza.
12. Nunca deixar para amanhã
Uma das máximas mais presentes na vida de Evilazio era:
“NUNCA DEIXE PARA AMANHÃ AQUILO QUE PRECISA SER FEITO HOJE.”
Não se tratava apenas de uma recomendação aos filhos.
Segundo Florisvaldo, Evilazio procurava agir de acordo com esse princípio. Quando havia uma obrigação a cumprir, buscava resolvê-la no próprio dia, mesmo que fosse necessário sair à noite.
Esse ensinamento ultrapassou sua própria geração.
Florisvaldo reconhece que procurou incorporar a mesma orientação à sua vida pessoal e profissional.
Assim, uma frase repetida no ambiente familiar transformou-se em parte do legado transmitido de pai para filho.
13. A mudança definitiva para Cansanção
Em 1975, Evilazio e Domingas deixaram a Fazenda Laje do José e passaram a residir definitivamente na sede do município de Cansanção, na Rua 15 de Novembro, nº 164, Centro.
A mudança foi possibilitada pela aposentadoria rural de ambos, vinculada ao sistema de proteção previdenciária então existente.
O recebimento dos benefícios trouxe maior segurança financeira e permitiu ao casal viver na cidade com um pouco mais de tranquilidade.
A residência tornou-se uma referência para a família.
Evilazio viveu ali durante seus últimos anos, até falecer em 2 de dezembro de 1991.
Domingas permaneceu na cidade e faleceu em 2013.
As filhas Argemira e Maria das Graças continuaram residindo na casa da família.
14. O legado de Evilazio
Quando Florisvaldo deixou o sertão baiano em 1969, aos 19 anos, para estabelecer-se em São Paulo, levava consigo os ensinamentos recebidos do pai.
Naquele momento, talvez ainda não compreendesse integralmente a dimensão dessas experiências.
A convivência com outras realidades, a formação adquirida ao longo dos anos e o exercício de diferentes responsabilidades permitiram-lhe reinterpretar muitos acontecimentos da infância.
O pai que antes representava principalmente autoridade passou a ser compreendido também como um homem moldado pelas limitações e possibilidades de seu tempo.
Isso não significa justificar todas as suas atitudes, mas procurar entendê-las.
Após a morte de Evilazio, em 1991, Florisvaldo passou a assumir responsabilidades de orientação e apoio entre os irmãos, procurando preservar valores familiares que considerava importantes.
O legado de Evilazio não se resume, portanto, a bens materiais ou funções exercidas.
Permanece nas lembranças, nas expressões populares, nas atitudes transmitidas e na influência que sua trajetória exerceu sobre os descendentes.
Fontes de pesquisa e agradecimentos
Esta biografia foi construída principalmente a partir das lembranças de Florisvaldo Ferreira dos Santos, filho de Evilazio, e de informações e testemunhos reunidos ao longo da pesquisa familiar. O responsável pela pesquisa registra seu reconhecimento às pessoas abaixo, cuja contribuição ajudou a preservar a memória de Evilazio Lunguinho de Carvalho: Florisvaldo Ferreira dos Santos; Lourenço de Carvalho (Louro); Delvaer de Carvalho; Donata Carvalho; Nede de Carvalho; Varlene Fernandes dos Santos; Silvia Coelho; Mainar Coelho; Maria das Graças; Argemira Carvalho; Sérgio de Mainar; Maria Auxiliadora; Antônio Cesar; Nelson de Carvalho; João da Macena; e Honoria Carvalho.
Os nomes são apresentados como fontes de pesquisa e colaboradores da reconstrução memorialística, sem atribuir a cada pessoa declarações específicas não individualizadas no material consultado. A presença de pessoas já falecidas nesta relação reconhece os relatos por elas transmitidos em vida.
Nota sobre a natureza das fontes
As expressões atribuídas a Evilazio foram preservadas segundo a memória familiar, não constituindo transcrições de gravações. Datas, cargos e episódios para os quais não foram localizados documentos devem ser compreendidos como informações testemunhais, sujeitas a eventual confirmação futura.
Nota sobre a elaboração da biografia
Esta biografia foi elaborada a partir de lembranças pessoais, relatos familiares e informações fornecidas pelas fontes de pesquisa relacionadas nesta obra.
O trabalho de organização dos relatos, estruturação dos capítulos, revisão textual e aperfeiçoamento da narrativa contou com o apoio do ChatGPT, ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pela OpenAI.
A utilização dessa tecnologia não substituiu os testemunhos humanos nem a responsabilidade pela fidelidade histórica das informações apresentadas, que permaneceram sob a orientação e a conferência de Florisvaldo Ferreira dos Santos, filho do biografado.
A colaboração da inteligência artificial constituiu um recurso de apoio à preservação da memória familiar e à construção desta narrativa.
Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade
