Aos meus 76 anos, recebi do amigo Agenor Santos, de 86, o relato abaixo, que, segundo ele, lhe foi encaminhado por um amigo de 96 anos – cujo nome preservarei, por não ter autorização para divulgá-lo e, principalmente, para não perder a amizade antes de completar os meus próprios 96.
Muito preocupado com a situação descrita, Agenor achou prudente compartilhar o relato comigo, possivelmente por me considerar um jovem que ainda pode se preparar para o que vem pela frente.
Com o zelo de quem já leva dez anos de experiência à minha frente, recomendou que eu encaminhasse a mensagem aos amigos de 66 e também aos de 56 anos. Segundo sua avaliação, nessa fase da vida, é melhor receber o aviso com antecedência do que ser pego de surpresa numa conversa com a torradeira.
Não sei se o relato nasceu da experiência desse respeitável senhor, da imaginação de algum desocupado ou de uma reunião extraordinária dos eletrodomésticos. Mas, diante da preocupação do Agenor, achei melhor cumprir a recomendação. Afinal, conselho de amigo mais velho merece atenção – especialmente quando vem acompanhado do parecer de alguém ainda mais velho do que ele!
Veja o relato na íntegra:
“Estou naquela idade em que, se como açúcar, a diabetes sobe; se como sal, a pressão sobe; se bebo água, tenho que ir ao banheiro a cada cinco minutos e, se não bebo, fico desidratado.
Se como, engordo; se não como, desmaio. Se não me alimento de forma saudável, o colesterol sobe; se me alimento de forma saudável, falta cálcio. Se faço exercícios, no dia seguinte não consigo me mexer de tanta dor nos ossos; se não faço, perco a mobilidade.
Se durmo muito, fico com dor nas costas. Se durmo pouco, ando por aí parecendo um zumbi. Se tomo café, fico agitado; se não tomo, não consigo nem começar o dia. Se descanso, sinto culpa; se não descanso, ando me arrastando.
Estou numa idade em que até cuidar de si mesmo é perigoso.
Uma idade em que, de manhã, eu não acordo… eu ressuscito. Só quero dizer uma coisa: precisamos encarar a velhice com calma; tem gente enlouquecendo de verdade por estar confinada e sozinha.
Acabei de comentar isso, agorinha, com o micro-ondas e a torradeira enquanto tomávamos café, e nós três concordamos.
Para a máquina de lavar, já não conto mais nada, porque ela fica dando voltas em tudo; e a geladeira… bom, sinto que ela está muito fria e distante.
Ah, esqueci de mencionar: parei de tentar conversar com o ferro de passar e o forno, porque eles esquentam a cabeça por qualquer bobagem.
Vamos ser felizes, a vida é muito curta; e não se esqueçam de sorrir todos os dias. *Um oncologista brasileiro disse:*
- A *meia-idade* começa aos 50 e termina aos 70.
- A *idade dourada* começa aos 70 e termina aos 80.
- A *velhice* começa aos 80 e termina aos 90.
- A *longevidade* começa aos 90 e termina com a morte.
*Teste rápido:* Se você não reenviar esta mensagem para ninguém, é uma pessoa infeliz, solitária e sem amigos.
Envie esta mensagem para as pessoas que você valoriza e nunca vai se arrepender!”
Colaboração: Agenor Santos
Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade


1 comentário
Muito descontraído esse texto. Gostei demais… mais textos e escritos como esse…!!!