
A jornalista Flávia Morena de Area Leão Bacelar, de 31 anos, morreu na quinta-feira (12), em Teresina, após oito dias internada no Hospital de Terapia Intensiva (HTI). Segundo informações da família, ela foi vítima de um câncer agressivo e avançado, que provocou falência múltipla de órgãos e insuficiência cardíaca.
Também conhecida como síndrome da falência de múltiplos órgãos (SFMO), a condição ocorre quando dois ou mais órgãos vitais perdem a sua função ao mesmo tempo.
No Brasil, ela afeta cerca de 25% dos pacientes internados em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). De acordo com o Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS), o número de órgãos comprometidos aumenta a chance de morte.
Se dois órgãos são comprometidos, a mortalidade é de 60%. Se a falência é de três órgãos, a taxa sobe para 85% e, no caso de quatro órgãos ou mais, é de 100%.
Causas
A sepse (choque séptico) é a causa mais comum para a síndrome, mas ela também pode ser desencadeada por infecções generalizadas, traumas, queimaduras, pancreatite, síndromes de aspiração, doenças autoimunes, eclampsia e envenenamento.
Principais características da falência múltipla de órgãos
A falência múltipla de órgãos normalmente acontece depois de um hiato variável de tempo em relação à sua causa original, durante o qual há aparente estabilidade do paciente. Logo em seguida, ela surge de maneira progressiva. A degradação gradativa dos diversos sistemas ocorre à medida que os vários órgãos entram em desequilíbrio funcional.
Os pulmões, os rins, o estômago e o fígado são os órgãos mais afetados, além de lesões cardíacas pós-traumáticas, cerebrais pós-traumáticas, glandulares e intestinais; também alterações do perfil de imunidade e de coagulação.
Insuficiência cardíaca
Além da falência, a jornalista também teve insuficiência cardíaca. Uma síndrome clínica que leva o coração a perder ou a diminuir a capacidade de bombear sangue adequadamente. Geralmente, ela decorre de outros problemas de saúde que afetam o desempenho do órgão.
Quais são os sintomas da insuficiência cardíaca?
Os sinais estão ligados à incapacidade do coração em bombear de maneira adequada o sangue para o resto do corpo. Alguns dos principais sinais relatados são:
- Falta de ar;
- Inchaço nas pernas;
- Congestão pulmonar;
- Fadiga intensa.
O tratamento com medicamentos é capaz de estabilizar ou reverter a disfunção cardíaca, mas, por ser um quadro ligado a outros fatores, o paciente precisa manter o acompanhamento médico. Em casos mais graves, a insuficiência cardíaca pode levar à necessidade da implantação de um marcapasso ou de um transplante de órgão.
Como prevenir a insuficiência cardíaca?
As maneiras de se evitar a insuficiência cardíaca estão ligadas à prevenção de suas causas, como doenças do coração, hipertensão, diabetes, obesidade, entre outras.
Flávia era formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) desde 2017. Atuou como repórter e assessora de comunicação em Teresina e, nos últimos anos, trabalhava na agência digital Global Monster.
Fonte: https://oglobo.globo.com – Por O GLOBO – São Paulo
Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade

1 comentário
Diante da partida tão precoce da jornalista Flávia Morena de Area Leão Bacelar, aos 31 anos, é natural que surja a pergunta: foi fatalidade ou destino?
Sob a ótica espírita, a vida não é acaso, nem roteiro rígido e imutável. O Espírito é imortal, e a existência corporal é apenas uma etapa de aprendizado. Quando alguém jovem parte, mesmo com os avanços da medicina, não se trata de fracasso humano, mas do cumprimento de leis espirituais que transcendem nossa compreensão imediata.
Há existências breves que cumprem profundamente seu propósito. Segundo o Espiritismo, certas experiências podem integrar provas ou missões assumidas antes da reencarnação, não como punição, mas como oportunidade de crescimento — para quem parte e para quem permanece.
A ciência explica as causas físicas; a espiritualidade amplia o horizonte: a vida não termina com o coração que cessa de bater. O Espírito segue sua jornada. Não é um fim definitivo, mas uma transição. O amor permanece — e, na justiça divina, nenhuma vida é curta demais quando cumpre sua finalidade.