
É uma sensação gostosa, gratificante e que causa um extraordinário bem-estar à alma, ao se pisar solos tão ricos em história e que trazem à tona a memória de tantas civilizações do passado, que construíram com suor, sangue e muitas lutas as bases das civilizações dos nossos dias.
Que encantamento e expressões de respeito e admiração de todos, ao caminharem sobre as pedras lisas e irregulares da cidade Éphesus – ou Éfeso -, cujas origens os arqueólogos chegam a indicar 5.000 anos a. C. (antes de Cristo)!
Com que sacrifício construíram tantos prédios e palácios sustentados por colunas de mármore, entre os quais se destacam o Templo de Artemis; o Templo de Adriano (em homenagem ao Imperador que restaurou a cidade); o Palácio da Prefeitura; o Grande Teatro; as principais ruas Kurets e do Porto, com suas colunas de mármore erguidas dos lados direito e esquerdo ao longo de toda a via! Muita arte e beleza em todas as edificações.
Naquele tempo os impérios se expandiam levando destruição inapelável a tudo que encontravam pela frente (hoje também não é muito diferente!) e a cidade de Éfeso foi várias vezes atacada e destruída, mas logo a reconstruíam, mesmo porque havia uma tradição de arte e cultura daquele povo que era muito respeitada.
Em nossa passagem por Éfeso ganhou bastante relevo o fato histórico de que ali residiram o Apóstolo João – o Evangelista, e Maria, a mãe de Jesus. Fez parte da excursão uma visita à pequena casa construída de pedra onde ela morou. Vale lembrar que por ali também andou o Apóstolo Paulo, cuja prova mais evidente da sua passagem é a existência no Novo Testamento do livro a “Carta de Paulo aos Efésios”.
Ao lado da emoção de ter visitado as ruínas da belíssima cidade bíblica de Éfeso, o prazer da viagem se completou de forma extraordinária ao pisarmos o solo da encantadora cidade de Atenas, capital da Grécia desde 1834. A grandeza e importância histórica são insuperáveis e colocou-a por muito tempo como das cidades mais importantes do mundo ocidental.
Por volta do século V, a. C. (antes de Cristo), ela alcançou o seu apogeu, quando floresceu na arquitetura, na literatura, na matemática, nas ciências, na filosofia e na medicina. Alguns dos homens mais célebres do nosso tempo viveram na antiga Atenas, incluindo Sófoles, Eurípedes, Hipócrates, Sócrates, Platão e Aristóteles, homens que influenciaram o mundo.
Foi uma experiência fantástica visitar as ruínas do templo Acrópoles e o Parthenon, cujo cansaço para alcançar o alto do monte onde foram edificados é plenamente compensado pela deslumbrante visão de toda a moderna Atenas em torno do que restou da antiga cidade.
Saindo de Atenas fizemos uma visita à ilha de Mykonos, ainda na Grécia, belíssima comunidade de casas todas brancas e de janelas azuis, com o desenho de construção igual e singular para todas as casas, e um traçado de construção bastante aglomerado, com ruas muito estreitas e lembrando um verdadeiro labirinto.
A explicação para essa particularidade das construções era dada no sentido de confundir os piratas e saqueadores do passado, que se perdiam durante os assaltos ao povoado e assim permitia a defesa e o ataque dos moradores sobre os assaltantes atônitos e sem encontrar a saída.
Pelo exemplo de organização e estrutura voltadas para o turismo, bem que a Prefeitura de Salvador deveria mandar uma comissão de técnicos e Secretário da área de turismo para examinarem e aprenderem como efetuar uma reforma séria e definitiva em suas áreas históricas.
É muito difícil mensurar os valores de uma viagem desta, em que a intenção turística é amplamente superada pelo permanente aprendizado cultural, deixando resultados somente positivos na avaliação de nossas deficiências.
Autor: Adm. Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público – Aposentado do Banco do Brasil-Salvador-BA.
NOTA DO AUTOR: Uma justificativa aos meus leitores: Tendo sido acometido pelo ROTAVÍRUS ao longo da semana e sob internação hospitalar por quatro dias, fiquei impossibilitado de produzir o meu texto semanal, o que me levou a reeditar um artigo em que trato da minha visita à histórica Grécia, artigo publicado em 28/05/2012.
Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade

2 Comentários
Caro Agenor, bom dia!
Mesmo se tratando do relato de uma viagem que você fez a 14 anos atrás, vai muito além de uma experiência turística. Com lucidez e sensibilidade, você transforma vivências pessoais em uma reflexão profunda sobre história, cultura, urbanismo e civilização, revelando uma capacidade analítica rara.
Ao descrever Éfeso, Atenas e Mykonos, você demonstra não apenas conhecimento histórico, mas a habilidade de compreender o valor da preservação cultural, da organização urbana e do esforço humano que sustenta sociedades milenares. Seu texto, pela clareza e densidade reflexiva, supera muitas aulas ministradas em renomadas universidades, ao unir erudição, experiência prática e senso crítico.
Especialmente pertinente é a referência a Salvador, ao sugerir que a cidade poderia aprender com o modelo grego de preservação e estrutura turística. Não se trata de crítica vazia, mas de uma proposta construída a partir da observação concreta e do aprendizado cultural.
O texto evidencia que viagens desse porte ultrapassam o lazer e se tornam instrumentos de formação intelectual e cidadã. Saiba que voce traz um relato que educa, inspira e convida à reflexão sobre nossas próprias limitações e possibilidades.
Nota: Depois de alguns dias de preocupação, nosso coração se enche de alívio e gratidão ao saber que o querido Agenor já está em casa, recuperado e fortalecido. Divido essa boa notícia com carinho e tranquilidade com todos os leitores.
MUITO PERTINENTE O ARTIGO COM UM OLHAR NA CULTURA E PRINCIPALMENTE NA PRESERVAÇÃO DA HISTÓRIA. PERTINENTE E OPORTUNO TAMBÉM O COMENTÁRIO DE NOSSO ESTIMADO FLORISVALDO COM CONHECIMENTO DE CAUSA, SUGERINDO E OPINANDO. GRAÇAS DAMOS A DEUS PELA BREVE RECUPERAÇÃO DO NOSSO GRANDE CRONISTA!