Hoje, 17 de janeiro de 2026, a comunidade da Parelha vive um momento de profunda comoção. Despede-se do plano terreno Ancelmo Araújo da Silva, carinhosamente conhecido como Celmi, um homem simples, íntegro e dedicado, que deixa como legado uma história marcada pelo compromisso com o bem coletivo e pelo amor à sua comunidade.
Celmi não apenas sonhou, mas ajudou a transformar em realidade um dos mais importantes projetos comunitários da Parelha: a construção do Cemitério Professor Zacarias Mendes da Silva, espaço de respeito, dignidade e memória para gerações presentes e futuras.
Retrospectiva do Projeto e da Construção
A iniciativa para a construção do cemitério surgiu a partir do compromisso e da sensibilidade comunitária de Jarbas Pereira da Silva e Florisvaldo Ferreira dos Santos, que convocaram a primeira reunião no dia 03 de agosto de 2022. Estiveram presentes naquele encontro decisivo: Jarbas, Florisvaldo, Celmi, Raimundo, José Ailton, Nivaldo, Valter Fernandes, Carlinho, Aurinho, Natanael, Aleilson e Som.
Os principais desafios iniciais eram a definição do local e, sobretudo, a aquisição do terreno. De forma espontânea e generosa, o senhor Nivaldo solucionou definitivamente essa questão ao doar um terreno localizado na Fazenda Parelha, na área pretendida, com dimensões de 60 metros por 40 metros, totalizando 240 m².
Com o local definido, Florisvaldo apresentou a proposta de que a obra fosse realizada em regime de mutirão, envolvendo a comunidade local, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada, unindo forças na doação de mão de obra e materiais.
Jarbas, por sua vez, sugeriu que, além do cemitério, fosse construída uma capela, que serviria tanto para momentos de oração quanto para velórios, quando necessário. Propôs ainda que o espaço fosse denominado Cemitério Professor Zacarias Mendes da Silva (Cemitério da Parelha) e que a capela recebesse o nome de Capela Nossa Senhora Aparecida, reconhecida como Protetora, Guardiã e Padroeira do cemitério e da capela.
As propostas foram aprovadas por unanimidade e aclamação.
Já no dia seguinte, 04 de agosto de 2022, tiveram início os trabalhos com a limpeza e demarcação do terreno, além da campanha de arrecadação de materiais, conduzida de forma exemplar pela senhora Elenilda.
Foram 156 dias de trabalho incansável, marcados pelo esforço físico, dedicação e perseverança de Aurinho, Robério e, de forma muito especial, Celmi, além da administração e acompanhamento – mesmo à distância – de Jarbas e Florisvaldo. A obra foi concluída em 23 de dezembro de 2022, tornando-se um marco de união e solidariedade comunitária.
O Adeus e o Legado

Hoje, um dos idealizadores e construtores desse espaço sagrado retorna ao mesmo solo ao qual dedicou sua força, seu tempo e sua fé. Celmi é sepultado na sepultura de número 08, no cemitério onde esteve presente em todas as etapas — do planejamento à execução, da manutenção ao cuidado diário — até o último dia em que conservou plenamente suas faculdades mentais.
Sua partida nos entristece, mas seu legado nos conforta. Celmi permanece vivo na memória coletiva, inscrito não apenas em nomes ou registros, mas em cada parede erguida, em cada gesto solidário e em cada despedida digna que ali se realiza.
Fica aqui registrado o nosso profundo reconhecimento e eterna gratidão a Celmi, por tudo o que fez pelo Cemitério da Parelha e pela comunidade.
Que o Criador o receba de braços abertos, concedendo-lhe o descanso eterno na morada que ele ajudou a construir com tanto amor e dedicação.
Descanse em paz, Celmi. Sua obra permanece. Sua história jamais será esquecida.
Os Administradores:
Jarbas Pereira da Silva
Florisvaldo Ferreira dos Santos
Aurinho
Elenilda
Blog do Florisvaldo – Informação com Imparcialidade
