
Os Estados Unidos lançaram um ataque militar de grande escala contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3), com explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A ofensiva resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, segundo anunciou o presidente americano Donald Trump.
De acordo com Washington, o casal foi retirado da Venezuela por via aérea e está sob custódia dos EUA, onde deverá responder à Justiça em Nova York. O governo venezuelano declarou estado de emergência, disse desconhecer o paradeiro de Maduro e cobrou uma prova de vida.
Até a última atualização desta reportagem, não havia balanço oficial de mortos ou feridos.
Onde Nicolás Maduro está agora?
Maduro está sob custódia dos Estados Unidos, em local mantido em sigilo por razões de segurança, segundo o próprio governo americano. A vice-presidente da Venezuela afirma desconhecer o paradeiro do líder e exige uma prova de vida dele e da esposa.
As autoridades dos EUA confirmaram apenas que Maduro será apresentado à Justiça em Nova York.
Em que local Maduro será julgado?
O julgamento ocorrerá em Nova York, no Tribunal Federal do Distrito Sul, onde Maduro e Cilia Flores foram formalmente denunciados pela Procuradoria-Geral dos Estados Unidos.
Quem governa a Venezuela neste momento?
Pela legislação venezuelana, o poder deveria passar à vice-presidente, Delcy Rodríguez, em caso de ausência do presidente. Ainda não há confirmação oficial de que ela tenha assumido.
Quem é Delcy Rodríguez?
Figura central do chavismo, Delcy Eloína Rodríguez Gómez nasceu em Caracas em 18 de maio de 1969. É filha de Jorge Antonio Rodríguez, fundador da Liga Socialista, partido marxista, morto em 1976 enquanto estava sob custódia policial, e de Delcy Gómez. É irmã de Jorge Rodríguez Gómez, ex-vice-presidente da Venezuela e ex-prefeito de Caracas, um dos principais articuladores políticos do regime.
A trajetória política começou em 2003, ainda no governo de Hugo Chávez, em cargos técnicos ligados à Vice-Presidência e ao Ministério de Energia e Minas. A partir daí, acumulou funções de crescente peso no núcleo do poder chavista, tanto na política interna quanto na diplomacia.
Como foi o ataque militar?
A ofensiva durou menos de 30 minutos, segundo informações da Associated Press. Moradores relataram ao menos sete explosões, voo baixo de aeronaves militares, tremores e quedas de energia em áreas próximas a instalações estratégicas.
Pessoas correram para as ruas e relataram o ocorrido nas redes sociais. Não há, até agora, um balanço oficial de mortos ou feridos.
Houve vítimas na operação?
Autoridades venezuelanas afirmam que houve mortes no país, mas ainda sem números consolidados. Um oficial dos EUA disse que não ocorreram baixas americanas durante a operação.
Qual tropa capturou Nicolás Maduro?
A captura foi realizada pela Força Delta, unidade de elite do Exército dos Estados Unidos especializada em missões secretas e na prisão de alvos considerados estratégicos.
Como Donald Trump classificou a operação?
Trump descreveu a ação como uma “operação brilhante”, resultado de intenso planejamento e da atuação de “grandes tropas”. Disse ainda que se tratou de um ataque de grande escala, conduzido em coordenação com forças militares e de segurança dos EUA.
Quais acusações pesam contra Maduro?
Maduro e Cilia Flores respondem em Nova York por:
- conspiração para narcoterrorismo;
- importação de cocaína
- e posse de armas de guerra.
O governo americano afirma que ele lidera o chamado Cartel de los Soles.
Especialistas concordam com a versão dos EUA sobre o cartel?
Não plenamente. Analistas afirmam que o Cartel de los Soles não opera como uma organização centralizada, mas como uma rede difusa de militares envolvidos no tráfico, sem provas de que Maduro comande diretamente o esquema.
Mas há indícios de que Maduro, mesmo não sendo o líder, é um dos principais beneficiários de uma “governança criminal híbrida” que ele mesmo ajudou a instalar no país.
Para Jeremy McDermott, cofundador e codiretor do InSight Crime (fundação que estuda o crime organizado nas Américas), Maduro e os chavistas não controlam o tráfico, mas distribuem concessões a militares e aliados, em troca de sua manutenção no poder.
Quais as reações de Lula, Petro, Milei e outros líderes mundiais?
- Lula (Brasil)
Disse que os bombardeios em território venezuelano e a captura de Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável” nas relações entre países.
Classificou a ação como “flagrante violação do direito internacional” e perigoso precedente para a comunidade internacional, e relembrou os “piores momentos” de interferência na política da América Latina.
- Petro (Colômbia)
Manifestou “profunda preocupação” e rejeitou ações militares unilaterais dos EUA que coloquem a população civil em risco e ameacem desestabilizar a região.
Associou o ataque a uma agressão contra a soberania latino-americana, defendendo solução diplomática e medidas para proteger civis e a estabilidade na fronteira colombo‑venezuelana.
- Milei (Argentina)
Reagiu positivamente à captura de Maduro, celebrando nas redes sociais ao dizer que “a liberdade avança”.
Posicionou‑se próximo a Trump, apresentando a operação como passo para encerrar a ditadura chavista.
- Outros líderes latino-americanos
O México qualificou a intervenção militar dos EUA como “clara violação” do direito internacional, pediu o fim de “atos de agressão” e reiterou que a América Latina e o Caribe são uma “zona de paz”.
Cuba denunciou o ataque como “criminal” e “terrorismo de Estado” contra o povo venezuelano e contra “Nossa América”, pedindo reação urgente da comunidade internacional.
- Outras reações globais relevantes
A Rússia chamou os ataques de “ato de agressão armada” e afirmou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu próprio destino, defendendo uma sessão urgente do Conselho de Segurança da ONU.
O Irã classificou o ataque como “violação flagrante” da soberania e da Carta da ONU, ao pedir a condenação explícita por países que defendem o direito internacional e a paz.
Essa foi a primeira ação militar dos EUA na Venezuela?
Não. Antes da captura, os EUA já haviam realizado ataques com drones, ações contra embarcações suspeitas de narcotráfico e operações contra navios petroleiros venezuelanos, ampliando a pressão econômica e militar sobre o país.
Aguardem novas atualizações em instantes!
Fonte: https://g1.globo.com/mundo – Por Redação g1
Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade

2 Comentários
Há um provérbio que se encaixa bem no momento que vivemos neste sábado:
“Em tempos de guerra, a mentira como terra.”
Diante da falta de informações oficiais e da multiplicidade de versões, procurei organizar algumas reflexões, ainda que no campo da especulação responsável.
A ausência de reação visível por parte dos seguranças pode ser explicada por surpresa, fragilidade institucional ou até negociações prévias, não sendo, por si só, prova de traição. Da mesma forma, não há confirmação pública de que a inteligência venezuelana tivesse conhecimento antecipado de uma operação dessa magnitude.
A hipótese de traição interna é plausível, mas carece de evidências concretas. A aparente tranquilidade do cenário não significa aniquilamento ou domínio absoluto, podendo refletir controle momentâneo, reorganização interna ou simplesmente escassez de informações confiáveis.
Quanto ao futuro da Venezuela, o cenário segue indefinido. Uma transição negociada com a oposição é possível, assim como acordos políticos envolvendo eventuais sucessores. Tudo indica que os Estados Unidos buscarão uma solução política, por meio de negociação, e não uma administração direta do país.
Em momentos como este, cautela, senso crítico e prudência são essenciais para interpretar os fatos até que haja posicionamentos oficiais claros.
Parabéns Florisvaldo, pela clareza das informações!