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EDITORIAL ANO XIV NÚMERO 500 – SÃO JOÃO: QUANDO UM POVO VALORIZA SUA CULTURA, FORTALECE SEU FUTURO.

Nada mais é tão característico e marcante na história de um povo como o respeito e a valorização de sua própria identidade cultural. Preservar as tradições não significa atraso ou apego ao passado, nem tampouco resistência às transformações oferecidas pelo mundo moderno. Ao contrário de tudo isso, trata-se do reconhecimento das raízes férteis que sustentam as tradições históricas e servem como referência para a construção do futuro. Olhar para trás com orgulho, sem dúvidas é uma riqueza que nos dá uma imensa satisfação.

Normalmente, no Brasil em geral, predomina em cada região o respeito às tradições culturais. Mas, no Nordeste Brasileiro ganham ênfase especial as festas de São João, visto que um simples evento popular se constitui numa verdadeira celebração da história, dos costumes, da religiosidade, da convivência comunitária e dos valores que moldaram gerações de brasileiros ao longo dos séculos.

Além de tudo isso, é impositivo reconhecer a valiosa importância econômica das Festas Juninas para o Nordeste, em razão dos impactos positivos nos segmentos como o turismo, o comércio, a hotelaria, o transporte e a geração de empregos temporários. Um movimento diferente acontece nas ruas, nas praças e nas casas, onde as pessoas ficam mais alegres e receptivas graças ao clima junino!

Sob esse prisma, o evento ganha enorme relevância, e é válido saber que em todas as localidades onde se realizam os festejos, existe um reconhecimento integrado das instituições por esse valioso patrimônio cultural, e podemos até dizer, para rimar, que no Nordeste São João tem moral…!

Em qualquer uma das cidades da Região Nordeste do Brasil, não importa o nível   econômico ou o tamanho das cidades, a grandeza da festa se revela no conjunto dos muitos traços culturais, representado nas danças típicas e na delícia dos alimentos bem característicos, como o amendoim, o milho assado e cozido, a pamonha, a canjica, e os licores de múltiplas variedades.

A título de informação aos leitores, vale ressaltar que a FESTA JUNINA – como é também conhecida -, se realiza, predominantemente, em nove Estados da Região Nordeste, ou seja: Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão. A população total da região foi estimada pelo IBGE em 2025, em 57,2 milhões de habitantes, equivalente a 26,8% da população total do País (Fonte: IBGE).

O número acima é considerável e superior à população de muitos países, o que consolida a região como a segunda mais populosa do país, ficando atrás apenas do Sudeste.

Enquanto para muitos brasileiros, especialmente os nordestinos, as Festas Juninas, parecem ser uma criação própria e de inspiração exclusiva da cultura regional, na verdade é uma reserva cultural que foi construída pela influência das tradições europeias, indígenas e africanas, configurando-se como exemplo das mais autênticas diversidades culturais nacionais.

As quadrilhas, as músicas típicas, as comidas regionais, os trajes característicos e os festejos religiosos representam muito mais do que componentes de um tipo de entretenimento. São elementos que preservam a memória coletiva, fortalecem e identificam uma importante herança cultural.

O contato permanente com referências externas traz inúmeras oportunidades de aprendizado e integração, mas, também, exige atenção para que as identidades regionais não sejam enfraquecidas ou substituídas por modelos culturais que pouco dialogam com a realidade e a história de cada povo.

Em tempos de avançada globalização, em que a velocidade da informação conduz a uma crescente uniformização dos costumes e consequente tendência à massificação da cultura, adquire maior importância prestigiar e fortalecer as   tradições de um povo. E é exatamente aqui que aproveitamos para chamar a atenção do leitor: a nossa originalidade é o que faz a maior diferença em tudo.

Essa crônica não ficaria completa, sem que reproduzisse a bela e autêntica frase do brilhante cronista e escritor paraibano Hayton Rocha, da sua crônica “Cheiro de Cangote”:

“Pouca coisa neste mundo é mais nordestina do que uma sanfona gemendo numa noite de junho” (Fonte: https://www.blogdohayton.com/2026/06/cheiro-de-cangote). A cara do Nordeste!

Que tenhamos a sensibilidade de preservar com carinho essa maravilhosa tradição, que envolve e apaixona toda a gente nordestina. Então: VIVA SÃO JOÃO!

Autor: Adm. Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público – Salvador – BA.

 

Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade

José Deusimar Loiola Gonçalves
Técnico em Agropecuária- Ex-  Funcionário Publico do Governo do Estado de nossa linda e extensa Bahia ; Graduado em Administração de Médias e Pequenas Empresas; Licenciado em Biologia; Pós Graduado Em Gestão Educação Ambiental, e Tecnólogo  em Apicultura e Meliponicultura.

Zap: (75) 99998-0025 (Vivo) .
Blog: https://www.portaldenoticias.net/deusimar

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