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BLOG DO DEUSIMAR DAS ABELHAS PLAGIANDO O COMPLETO ARTIGO DO BOM BLOGUEIRO FLORI.

Entre as cicatrizes do passado e a esperança do próximo jogo, segue o coração do torcedor brasileiro.                                                                      

                                                                                                                                     Por: Florisvaldo F dos Santos

Confesso que esta é a primeira vez que me aventuro a escrever uma crônica sobre a Seleção Brasileira. Talvez porque, durante décadas, falar da nossa seleção fosse algo natural para quem, como eu, cresceu vendo o Brasil entrar em campo carregando o respeito dos adversários e a confiança de sua torcida.

Mas existe uma data que mudou muita coisa na minha relação com a camisa amarela: 8 de julho de 2014.

Naquela tarde, o Brasil sofreu diante da Alemanha uma derrota que entrou para a história não apenas pelo placar de 7 a 1, mas pelas marcas emocionais que deixou em milhões de torcedores. Alguns superaram rapidamente. Outros, como eu, carregam até hoje certos resquícios daquele trauma.

De lá para cá, acompanho a Seleção com uma mistura de esperança e desconfiança. Torço, comemoro as vitórias, mas já não consigo depositar a mesma confiança que tinha antes daquela noite.

Agora, mais uma vez, o Brasil venceu e avançou para a fase seguinte da competição. A classificação veio, mas fica uma pergunta inevitável: convenceu?

Quando observo a equipe, tenho dificuldade em identificar aquele jogador capaz de assumir a responsabilidade nos momentos decisivos, chamar o jogo para si e transmitir segurança aos companheiros e à torcida. Os grandes times da história sempre tiveram suas referências. Hoje, ainda procuro enxergar quem desempenha esse papel na Seleção.

Outra questão que me preocupa é a falta de uma identidade claramente definida. Mesmo após os primeiros compromissos, ainda parece haver dúvidas sobre a formação ideal, sobre as funções de cada atleta e sobre quem deve assumir determinadas responsabilidades dentro de campo.

Talvez isso seja reflexo dos novos tempos. Os jogadores de hoje vivem uma realidade muito diferente daquela das gerações passadas. Além do futebol, convivem com empresários, patrocinadores, assessores de imprensa, preparadores particulares, consultores de imagem e equipes jurídicas. Tudo é planejado, orientado e monitorado.

Mas, diante dessa estrutura cada vez mais complexa, surge uma dúvida: onde fica a personalidade do jogador? Onde está aquele atleta capaz de improvisar, liderar, assumir riscos e tomar decisões guiadas apenas por sua coragem e talento?

Não tenho respostas para essas perguntas. Como torcedor, apenas observo e tento entender os caminhos que a Seleção está percorrendo.

O que esperar dos próximos jogos? Sinceramente, não sei. Talvez uma evolução. Talvez a consolidação de um time mais confiante. Talvez o surgimento de um líder que ainda não apareceu.

Enquanto isso, faço o que todo brasileiro apaixonado por futebol sempre fez: torço.

Torço para que a Seleção encontre seu rumo. Torço para que volte a despertar a confiança que um dia inspirou em seus torcedores. Torço para que as cicatrizes de 2014 sejam finalmente substituídas por novas lembranças.

E torço, sobretudo, para que um dia eu consiga recuperar integralmente aquela confiança que ficou perdida no dia 8 de julho de 2014. A esperança continua viva. O trauma também. E é exatamente entre esses dois sentimentos que sigo acompanhando a Seleção Brasileira.

 

Blog do Florisvaldo – Informação Com Imparcialidade

José Deusimar Loiola Gonçalves
Técnico em Agropecuária- Ex-  Funcionário Publico do Governo do Estado de nossa linda e extensa Bahia ; Graduado em Administração de Médias e Pequenas Empresas; Licenciado em Biologia; Pós Graduado Em Gestão Educação Ambiental, e Tecnólogo  em Apicultura e Meliponicultura.

Zap: (75) 99998-0025 (Vivo) .
Blog: https://www.portaldenoticias.net/deusimar

6 Comentários

  1. Francislaine on 

    Gostei bastante do texto. Você conseguiu expressar um sentimento que acredito ser comum a muitos torcedores: a mistura de esperança com a desconfiança que ficou após 2014. A reflexão sobre liderança e identidade da Seleção também faz muito sentido. Parabéns pela crônica, ficou leve, sincera e muito agradável de ler

  2. João da Masceno – Cansanção/BA on 

    Florisvaldo, a Seleção Brasileira de Futebol é a única do mundo que participou de todas as Copas do Mundo. Perdemos três finais, e todas essas derrotas foram lamentáveis. Porém, a de 16 de julho de 1950 foi terrível. Jogamos pelo empate e acabamos derrotados por 2 a 1.

    Já a de 12 de julho de 1998, na França, foi a maior decepção. O Brasil tinha tudo para vencer, entretanto houve aquele episódio envolvendo Ronaldo Fenômeno, o que acabou se tornando um verdadeiro desastre.

    Depois veio a de julho de 2014, que foi outro grande desastre.

    O seu blog fez um relato muito bom sobre o futebol brasileiro. Eu, em particular, não tenho sangue nas veias quando o assunto é futebol.

  3. Paula Raquel on 

    Texto que me representa . Vejo a seleção ainda com desconfiança. Conheço pouco os jogadores e os mais conhecidos não são propriamente somente pelo futebol, mas grandemente pelas páginas de fofoca.
    Vamos torcendo mas sempre com parcimônia.
    Parabéns pela crônica !

  4. Deusimar da Abelhas – Monte Santo BA on 

    Caro e preparado blogueiro Florisvaldo Ferreira dos Santos!

    Deixo aqui registrados os meus mais elevados parabéns pela belíssima dissertação sobre a memorável e vergonhosa derrota sofrida pela nossa seleção diante da poderosa Alemanha, naquele inesquecível 7 a 1, em 8 de julho de 2014. Essa data ficará para sempre marcada na história do futebol brasileiro, justamente do único país pentacampeão do mundo.

    Na minha visão, esse vexame pode ser analisado à luz da justa Lei do Retorno, que nos ensina: “Aqui se faz e aqui mesmo se paga.” Entendo que a decisão do governo de sediar a Copa do Mundo de 2014, acompanhada da exacerbada gastança de recursos públicos na construção e requalificação de arenas de futebol, acabou relegando ao segundo plano investimentos urgentes e necessários em políticas públicas essenciais para a sociedade, como Saúde, Educação, Segurança Pública e Agropecuária.

    Também concordo com a reflexão apresentada em seu artigo sobre a atual Seleção Brasileira. Apesar da classificação, ainda não conseguimos identificar um verdadeiro líder dentro de campo, como acontecia nas grandes seleções do passado. Até o momento, vejo apenas o destaque isolado de Vini Jr., mas ainda falta aquele jogador capaz de assumir a responsabilidade, comandar o grupo e transmitir confiança à torcida.

    Por fim, gostaria de destacar que sua crônica demonstra, de forma clara, que você, além de editor número 1 das belíssimas crônicas do nosso renomado cronista Agenor Santos, também é um discípulo dedicado, escrevendo com sensibilidade, equilíbrio e competência.

    Receba meus sinceros parabéns pelo excelente artigo. E, como a esperança é a última que morre, sigo torcendo para que a nossa Seleção reencontre o caminho das grandes conquistas.

    Deusimar das Abelhas

  5. AGENOR SANTOS on 

    Amigo Florisvaldo: essa sua crônica é perfeita e completa. Sim, porque você conseguiu reproduzir com especial fidelidade o sentimento não somente seu, mas, de todo o cidadão brasileiro. Só tenho a lhe parabenizar pela qualidade deste texto !

  6. Florisvaldo, excelente sua crônica.
    Traduz com clareza o que muitos sentem também.
    Vamos, como sempre, com fé!!!

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