{"id":8434,"date":"2017-04-15T18:29:30","date_gmt":"2017-04-15T21:29:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldenoticias.net\/deusimar\/?p=8434"},"modified":"2017-04-15T18:29:30","modified_gmt":"2017-04-15T21:29:30","slug":"o-momento-cultural-do-blog-do-deusimar-o-homem-forte-das-abelhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaldenoticias.net\/deusimar\/o-momento-cultural-do-blog-do-deusimar-o-homem-forte-das-abelhas\/","title":{"rendered":"O MOMENTO CULTURAL DO BLOG DO DEUSIMAR- O HOMEM FORTE DAS ABELHAS."},"content":{"rendered":"<div class=\"blog_post_tit\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7136\" src=\"https:\/\/www.portaldenoticias.net\/deusimar\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/VALE-A-PENA-A-LER-DE-NOVO.png\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"200\" \/><\/div>\n<div class=\"blog_post_tit\"><strong>VALE A PENA LER DE NOVO:ORIGEM DAS EXPRESS\u00d5ES COMUMENTE USADAS EM NOSSO COTIDIANO.<\/strong><\/div>\n<div class=\"blog_post_text\">\n<h2><\/h2>\n<div class=\"entry\">\n<div class=\"authormeta\">\n<div class=\"commentsmeta\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.portaldenoticias.net\/deusimar\/wp-content\/themes\/panorama\/images\/comment.gif\" alt=\"comments\" width=\"16\" height=\"16\" \/>\u00a0<a title=\"Comment on ORIGEM DAS EXPRESS\u00d5ES COMUMENTE USADAS EM NOSSO COTIDIANO.\" href=\"http:\/\/www.portaldenoticias.net\/deusimar\/?p=3000#respond\">Comments (0)<\/a><\/div>\n<p>By\u00a0<a title=\"Posts by deusimar\" href=\"http:\/\/www.portaldenoticias.net\/deusimar\/?author=2\">deusimar<\/a>, 30\/12\/2011 3:02 pm<\/div>\n<p><strong>Como surgiram as express\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Feito\u00a0nas coxas<br \/>\nAs primeiras telhas usadas nas casas aqui no Brasil eram feitas de Argila, que eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram da \u00c1frica. Como os escravos variavam de tamanho e porte f\u00edsico, as telhas ficavam todas desiguais devido as diferentes tipos de coxas.<br \/>\nDa\u00ed a express\u00e3o \u201cfeito nas coxas\u201d, ou seja, de qualquer jeito.<\/strong><br \/>\n<strong>Voto de Minerva<br \/>\nOrestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da\u00a0m\u00e3e. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube \u00e0 deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do r\u00e9u.<br \/>\nVoto de Minerva \u00e9, portanto, o voto decisivo.<\/strong><br \/>\n<strong>Casa de M\u00e3e Joana<br \/>\nNa \u00e9poca do Brasil Imp\u00e9rio, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no pa\u00eds costumavam se encontrar num prost\u00edbulo do Rio de Janeiro, cuja propriet\u00e1ria se chamava Joana.<br \/>\nComo esses homens mandavam e desmandavam no pa\u00eds, a frase casa da m\u00e3e Joana ficou conhecida como sin\u00f4nimo de lugar em que ningu\u00e9m manda.<\/strong><br \/>\n<strong>Conto do Vig\u00e1rio<br \/>\nDuas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente.<br \/>\nPara decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vig\u00e1rios contariam com a ajuda de Deus, ou melhor, de um burro.<br \/>\nO neg\u00f3cio era o seguinte:<br \/>\nColocaram o burro entre as duas par\u00f3quias e o animalzinho teria que caminhar at\u00e9 uma delas.<br \/>\nA escolhida pelo quadr\u00fapede ficaria com a santa.<br \/>\nE foi isso que aconteceu, s\u00f3 que, mais tarde, descobriram que um dos vig\u00e1rios havia treinado o burro.<br \/>\nDesse modo, conto do vig\u00e1rio passou a ser sin\u00f4nimo de falcatrua e malandragem.<\/strong><br \/>\n<strong>Ficar a ver navios<br \/>\nDom Sebasti\u00e3o, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alc\u00e1cer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado.<br \/>\nPor esse motivo, o povo portugu\u00eas se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei.<br \/>\nComo ele n\u00e3o voltou, o povo ficava a ver navios.<\/strong><br \/>\n<strong>N\u00e3o entendo patavinas<br \/>\nOs portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, origin\u00e1rios de P\u00e1dua, ou Padova, sendo assim, n\u00e3o entender patavina significava n\u00e3o entender nada.<\/strong><br \/>\n<strong>Dourar a p\u00edlula<br \/>\nAntigamente as farm\u00e1cias embrulhavam as p\u00edlulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo.<br \/>\nA express\u00e3o dourar a p\u00edlula, significa melhorar a apar\u00eancia de algo.<\/strong><br \/>\n<strong>Sem eira nem beira<br \/>\nOs telhados das casas das fam\u00edlias de classe m\u00e9dia tinham uma pequena marquise para prote\u00e7\u00e3o contra a chuva (eira). As mais ricas, al\u00e9m de eira, tinham beira (desenhos arquitet\u00f4nicos sobre as eiras). N\u00e3o ter eira nem beira significa que a pessoa \u00e9 pobre.<\/strong><br \/>\n<strong>O canto do cisne<br \/>\nDizia-se que o cisne emitia um bel\u00edssimo canto pouco antes de morrer.<br \/>\nA express\u00e3o canto do cisne representa as \u00faltimas realiza\u00e7\u00f5es de algu\u00e9m.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00c0 Be\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p><strong>No Rio imperial, havia um comerciante rico chamado Abessa, que adorava ostentar roupas de luxo. Quando algu\u00e9m aparecia fazendo o mesmo, dizia-se que ele estava se vestindo \u00e0 Abessa, ou seja, como o comerciante. Virou sin\u00f4nimo de abund\u00e2ncia, exagero.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Outra vers\u00e3o: a origem dessa express\u00e3o, que significa \u201cem grande quantidade\u201d, \u00e9 atribu\u00edda \u00e0 grande profus\u00e3o de argumentos utilizados pelo jurista sergipano Gumersindo Bessa (1849-1923) ao enfrentar Rui Barbosa em famosa disputa pela independ\u00eancia do territ\u00f3rio do Acre, que seria incorporado ao Amazonas. Quem primeiro utilizou a express\u00e3o foi Rodrigues Alves (1848-1919), presidente do Brasil de 1902 a 1906, admirado da eloq\u00fc\u00eancia de um cidad\u00e3o ao expor suas id\u00e9ias: \u201cO senhor tem argumentos \u00e0 bessa.\u201d Com o tempo, o sobrenome famoso perdeu a inicial mai\u00fascula e os dois esses foram substitu\u00eddos pela letra c com cedilha (\u00e7).<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Santo do pau oco<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Coroa Portuguesa costumava cobrar imposto alt\u00edssimo sobre as pedras preciosas e o ouro. Quem n\u00e3o queria pagar colocava as pe\u00e7as dentro de imagens de santos e assim passava pelas vistorias que havia nas estradas.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Para ingl\u00eas ver<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em 1830, pressionado pela Inglaterra, o Brasil come\u00e7ou a aprovar leis contra o tr\u00e1fico de escravos. Mas todos sabiam que elas n\u00e3o seriam cumpridas. Falava-se, ent\u00e3o, que as leis eram apenas para ingl\u00eas ver.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A vaca foi para o brejo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quando a seca \u00e9 mais violenta, os animais come\u00e7am a procurar os brejos, regi\u00f5es que permanecem alagadas por mais tempo. \u00c9 sinal de que a situa\u00e7\u00e3o piorou.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Farinha pouca, meu pir\u00e3o primeiro<\/strong><\/p>\n<p><strong>A farinha de mandioca era um dos alimentos que os bandeirantes costumavam levar durante suas viagens pelo interior do Brasil. Quando o estoque de comida estava acabando, o prato principal era peixe com pir\u00e3o. Nesse momento, o chefe da expedi\u00e7\u00e3o usava a for\u00e7a do cargo.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hora da on\u00e7a beber \u00e1gua<\/strong><\/p>\n<p><strong>O animal costuma fazer isso ao anoitecer, e, segundo a tradi\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, esse \u00e9 o melhor momento para abat\u00ea-lo.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00c9 a ovelha negra da fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p><strong>A hist\u00f3ria dessa frase nasceu do milenar trabalho de pastoreio. Em todo o rebanho h\u00e1 um animal de trato dif\u00edcil, que n\u00e3o acompanha os outros. Cuidando das ovelhas, protegendo-as dos lobos, providenciando-lhes os melhores pastos, o pastor n\u00e3o evita, por\u00e9m, que uma delas se desgarre. \u00c9 a \u201covelha negra\u201d. Por met\u00e1fora, a frase passou a ser aplicada nas fam\u00edlias e em outras comunidades, a filhos ou a afiliados que n\u00e3o t\u00eam bom comportamento. Na \u201cIl\u00edada\u201d, de Homero (s\u00e9culo IX a. C.) relata o sacrif\u00edcio de uma ovelha negra como garantia do pacto celebrado entre P\u00e1ris e Menelau, que resultou na guerra de Tr\u00f3ia. Mas ela n\u00e3o foi punida por mau comportamento. Como muitas ovelhas negras, era inocente.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ai s\u00e3o outros quinhentos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Um nordestino sentindo a dificuldade de sustentar a fam\u00edlia, resolveu a ir para S\u00e3o Paulo, e para arrumar o dinheiro da passagem e um pouco mais para deixar com a esposa, trabalhou 02 meses na constru\u00e7\u00e3o da casa do irm\u00e3o, e conseguiu juntar 800,00 reias. Desses 800,00 reais, ele resolveu a deixar\u00a0 500,00 reais, com a esposa para fazer as feiras. Achando muito pouco, e desconfiando da esposa na hora de fazer a economia, sem nem saber se chegando em S\u00e3o Paulo arrumaria trabalho, o nordestino resolveu a deixar na posse do vig\u00e1rio da cidade os 500,oo reais, para ele ir fornecendo aos poucos. Foi at\u00e9 a casa paroquial, fez a entrega, mas ao retornar, doeu-lhe na consci\u00eancia, e pensou consigo mesmo: que besteira eu estou fazendo!!! se eu n\u00e3o confiar em minha companheira, que conhe\u00e7o a 30 anos, vou confiar em quem? mais no padre, do que nela?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fez a manobra no caminho de retorno \u00e0 sua casa, pediu conselhos ao padre, pegou o dinheiro de volta, entregou \u00e0 esposa, e no outro dia seguiu viagem.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Depois de decorridos uns tres meses, voltou mal intencionado, e resolveu a colocar o padre no pau dizendo que n\u00e3o tinha recebido de volta os 500,00 reais. O caso foi parar na Promotoria P\u00fablica, e numa grande audi\u00eancia com\u00a0 a presen\u00e7a do padre, e um bom n\u00famero de beatas, uma delas levanta-se e diz: doutora promotora, n\u00f3s vamos fazer uma vaquinha, arrecadar os 500,00 reais desee infeliz que est\u00e1 acusando nosso santo padre, e fica elas por elas. Neste exato momento, o nordestino usa a palavra e diz: desse jeito n\u00e3o, doutora promotora!!posso at\u00e9 receber.. mais a\u00ed s\u00e3o outros quinhentos, quero receber meus quinhentos, que deixei com esse padreco desonesto..<\/strong><\/p>\n<p><strong>COLABORA\u00c7\u00c3O DOS BLOGS DEUSIMAR DAS ABELHAS- WWW.PORTALDENOTICIAS.NET\/DEUSIMAR\u00a0 e WWW.MONTESANTO.NET<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VALE A PENA LER DE NOVO:ORIGEM DAS EXPRESS\u00d5ES COMUMENTE USADAS EM NOSSO COTIDIANO. \u00a0Comments (0) By\u00a0deusimar, 30\/12\/2011 3:02 pm Como surgiram as express\u00f5es: Feito\u00a0nas coxas As primeiras telhas usadas nas casas aqui no Brasil eram feitas de Argila, que eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram da \u00c1frica. 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