{"id":12171,"date":"2025-02-25T23:16:09","date_gmt":"2025-02-26T02:16:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldenoticias.net\/deusimar\/?p=12171"},"modified":"2025-02-25T23:20:57","modified_gmt":"2025-02-26T02:20:57","slug":"blog-do-deusimar-das-abelhas-postando-brilhante-artigo-de-seu-primo-amigo-robson-rodrigues-presidente-da-ablaac","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaldenoticias.net\/deusimar\/blog-do-deusimar-das-abelhas-postando-brilhante-artigo-de-seu-primo-amigo-robson-rodrigues-presidente-da-ablaac\/","title":{"rendered":"BLOG DO DEUSIMAR DAS ABELHAS POSTANDO BRILHANTE ARTIGO DE SEU PRIMO AMIGO  ROBSON RODRIGUES- PRESIDENTE DA ABLAAC."},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\":18p\">\n<div class=\"KKSLrd\"><\/div>\n<div class=\"qQVYZb\"><\/div>\n<div class=\"utdU2e\"><\/div>\n<div class=\"lQs8Hd\"><\/div>\n<div class=\"wl4W9b\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"aHl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/img.freepik.com\/fotos-gratis\/celebracao-da-divindade-navratri_23-2151219966.jpg\" alt=\"Celebra\u00e7\u00e3o da divindade Navratri.\" \/><\/div>\n<div id=\":196\" tabindex=\"-1\"><\/div>\n<div id=\":1a6\" class=\"ii gt\">\n<div id=\":1a7\" class=\"a3s aiL \">\n<div dir=\"auto\">\n<p>UAU\u00c1 &#8211; A LENDA<\/p>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Tr\u00eas estrelinhas vagavam pelos c\u00e9us, visitando planetas e luas. H\u00e1 tempos, buscavam um lugar especial para fixar moradia. Atravessaram gal\u00e1xias infinitas, conheceram seres de formas inimagin\u00e1veis, mas foi no humilde planeta Terra que encontraram algo singular. Aquietaram-se ent\u00e3o em um recanto \u00e0 parte, onde passaram a observar os animais e plantas daquelas terras. Em suas andan\u00e7as, descobriram um lugar ainda mais especial, o sert\u00e3o.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Era uma terra desolada, mas repleta de singularidades, e a mais intrigante eram seus habitantes. As estrelinhas avistaram um desses grupos de andarilhos em uma plan\u00edcie \u00e1rida e, fascinadas, decidiram acompanhar de perto a vida daquela tribo que se enfeitava com penas na cabe\u00e7a e pintava suas caras com urucum. Com o tempo, enquanto alguns envelheciam e outros nasciam, o povo mantinha-se em constante renova\u00e7\u00e3o, como uma \u00e1rvore ancestral que, ao perder folhas, gerava novas flores e frutos.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Aquele povo cultivava um ritual sagrado, batizavam tudo ao seu redor, animais, plantas, insetos, at\u00e9 as pedras sob seus p\u00e9s. Sua maior luta, por\u00e9m, era a busca por \u00e1gua, pois viviam como n\u00f4mades, e a escassez era constante. Foi em um desses momentos cr\u00edticos, quando a sede amea\u00e7ava sufocar suas esperan\u00e7as, que ocorreu um evento que transformaria para sempre o destino daquela gente.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Numa noite banhada pela luz de uma lua amarela como o \u2018sabor\u00e1\u2019 da manda\u00e7aia, enquanto a tribo repousava da longa caminhada, nasceu uma indiazinha especial. O momento era de extrema escassez, faltava at\u00e9 \u00e1gua para saciar a sede. A menininha veio ao mundo enla\u00e7ada pelo cord\u00e3o umbilical, como um cip\u00f3 de curundunduns. Nasceu riso, os olhos j\u00e1 abertos como dois diamantes, o corpo ainda tingido pelo sangue quente do parto. Sem \u00e1gua para limp\u00e1-la, o pai colheu o galho do grande cacto, espremeu seu sumo viscoso e, com cuidado, banhou a sua cria. E ent\u00e3o aconteceu, sob o reflexo da lua, os olhos da crian\u00e7a brilharam verdes como esmeraldas, como se fossem radiantes vaga-lumes.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Na mesma noite, o anci\u00e3o acendeu a fogueira sagrada da lua amarela para batizar aquele cacto miraculoso. \u201cMandacaru\u201d, anunciou o pai, enquanto escultava as chamas crepitando ao ritmo do vento. Mas os desafios persistiam, o calor era t\u00e3o intenso que o leite materno escasseava. O pai, ent\u00e3o, espremia frutinhas suculentas na boca da menina, um n\u00e9ctar que lhe dava vigor e fazia seus olhos reluzirem como pedras preciosas. Na pr\u00f3xima fogueira ritual\u00edstica, a fruta ganhou nome de \u2018imbu\u2019, fruta que dar de beber.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Enquanto isso, as estrelinhas espreitavam cada movimento, curiosas pela vida daquela crian\u00e7a extraordin\u00e1ria. Dias depois, ap\u00f3s andan\u00e7as intermin\u00e1veis, a tribo encontrou um rio sagrado, de \u00e1guas avermelhadas, como meu de \u2018mandori\u2019 a correr na terra. Na fogueira de nomes, batizaram-no de Irapiranga. Em suas margens, pedras negras e solo vermelho-ferrugem abrigavam uma mina de sal, sinal de que ali deveriam fincar ra\u00edzes por algumas luas. \u201cPedras do Sal\u201d, nomearam o lugar, erguendo ocas sob um c\u00e9u t\u00e3o vasto que o tempo parecia ter parado.<\/div>\n<div dir=\"auto\">As estrelinhas vigiavam cada respiro da tribo, desde os dias errantes at\u00e9 a decis\u00e3o de fincar ra\u00edzes em Pedras do Sal. Mas era a menininha nascida sob a lua amarela que as encantava, sua alegria irradiava como um farol na aridez.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Na d\u00e9cima segunda lua cheia, o anci\u00e3o convocou o povo ao redor da fogueira dos nomes. O pai da pequena \u00edndia de olhos verdes adiantou-se, seu rosto iluminado pelas brasas, pronto para ouvir os sussurros do vento. Era um ritual ancestral, nomes n\u00e3o eram escolhidos, mas revelados pela natureza. Quando a brisa do leste agitou seus cabelos, ele inclinou a cabe\u00e7a e captou uma palavra ecoando nas entranhas do ar \u201cCaatinga\u201d. Assim, a menina ganhou um nome que carregaria a for\u00e7a da terra e a delicadeza do sereno.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Muitas luas amarelas se passaram. Caatinga, agora curiosa como um beija-flor, absorvia os ensinamentos do anci\u00e3o. Aprendeu a conversar com os deuses, mas seu cora\u00e7\u00e3o inclinou-se, especialmente, ao senhor das chuvas, cujas aus\u00eancias queimavam a alma do sert\u00e3o. Todas as tardes, enquanto o sol mergulhava no horizonte, ela isolava-se nas ribanceiras do Irapiranga. Sob a \u00e1rvore do Ju\u00e1, cujos galhos se entrela\u00e7avam como seus dedinhos em prece, ajoelhava-se, erguia o rosto ao c\u00e9u azul profundo e suplicava, \u201cQue as nuvens tragam \u00e1gua sobre nossos mandacarus, que se encham de vidas as lagoas, e o caldeir\u00f5es de pedras, e as fontes de massap\u00ea. Que o verde sagrado cubra nossa terra desolada e empoeirada e que a vida borbulhe ao longe do horizonte\u201d.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">As estrelinhas ouviam cada palavra. Comoveram-se com a devo\u00e7\u00e3o daquela crian\u00e7a cujos olhos verdes refletiam a sede de seu povo. Decidiram ent\u00e3o intervir, convocaram o deus das chuvas para um pacto c\u00f3smico. Juntos, moldaram dois tempos para o sert\u00e3o. O inverno, quando as chuvas transformariam a terra em um ventre f\u00e9rtil, seria a \u00e9poca de ca\u00e7ar, colher frutos e caminhar, semeando hist\u00f3rias por onde passassem. O ver\u00e3o, seco e implac\u00e1vel, seria o momento de repousar junto as lagoas, aos riachos, onde a \u00e1gua guardava segredos de sobreviv\u00eancia.<\/div>\n<div dir=\"auto\">Na quadrag\u00e9sima oitava lua cheia, Caatinga dirigiu-se \u00e0 \u00e1rvore Ju\u00e1, como sempre fizera, para suplicar ao deus das chuvas. Mas naquela tarde, o crep\u00fasculo chegou apressado, engolindo o dia em um suspiro. Sob a copa do Ju\u00e1, tr\u00eas luzinhas dan\u00e7avam, eram as estrelinhas, agora humanizadas em formas et\u00e9reas. Caatinga arregalou os olhos, im\u00f3vel como uma estaca de \u2018calumby\u2019, enquanto elas a rodeavam, envolvendo-a em uma luz branca que n\u00e3o queimava, apenas amimava sua jovialidade.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">A primeira, Maria Bonita, estendeu-lhe uma flor branca como a lua nova, com p\u00e9talas que esverdeavam sob o manto da noite. \u201cS\u00f3 desabrochar\u00e1 nas horas escuras\u201d, sussurrou, \u201cpara que nunca te esque\u00e7as de que a bondade resiste mesmo na aus\u00eancia de luz\u201d. Caatinga sorriu, o cora\u00e7\u00e3o batendo em ritmo de gratid\u00e3o. Maria das Gra\u00e7as aproximou-se ent\u00e3o, trazendo nos dedos delicados um passarinho branco de olhos negros e bico dourado, que cantou uma nota \u00fanica, aguda como o grito da siriema. \u201cEla te lembrar\u00e1 de mim nas noites sem estrelas\u201d, disse, enquanto a ave pousava no ombro da menina, leve como um suspiro. Por fim, Maria da Luz abriu as m\u00e3os, libertando pirilampos de verde fosforescente, criaturas trazidas de um planeta-irm\u00e3o da Terra. \u201cEstas luzes ser\u00e3o teus far\u00f3is nas \u2018varedas\u2019 mais escuras\u201d, anunciou, enquanto os insetos dan\u00e7avam em torno de Caatinga, piscando em lembran\u00e7as ancestrais.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">As estrelas ent\u00e3o elevaram-se em espiral, fundindo-se no c\u00e9u long\u00ednquo em uma constela\u00e7\u00e3o triangular, por todos conhecidas como as Tr\u00eas Marias, agora eternizadas acima do sert\u00e3o. Caatinga, com o cora\u00e7\u00e3o a transbordar, correu at\u00e9 o anci\u00e3o, pedindo-lhe a \u00faltima fogueira dos nomes.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Na cerim\u00f4nia, sob o olhar das constela\u00e7\u00f5es, ela honrou cada presente. A flor de Maria Bonita fincou-se no mandacaru que um dia lhe dera os olhos verdes. O vento do norte ent\u00e3o sussurrou: \u201cJamacaru\u201d. E este sinal de beleza anunciaria trovoadas para aquelas terras. O passarinho de Maria das Gra\u00e7as voou at\u00e9 as Pedras do Sal, onde seu canto ecoou sobre o Irapiranga. O vento do leste nomeou-o: \u201cAcau\u00e3\u201d. Este canto, noticiaria a chegada da seca. Os pirilampos de Maria da Luz envolveram um p\u00e9 de imbuzeiro, transformando-o em um lampad\u00e1rio vivo. O vento do oeste ent\u00e3o gritou: \u201cPirilampos\u201d! que anunciava vida.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Muitas luas amarelas depois, quando as primeiras flores de mandacaru desabrochadas anunciavam o tempo de partir, a tribo reuniu-se uma \u00faltima vez sob a constela\u00e7\u00e3o das Tr\u00eas Marias. Mandacarus enflorados cercavam a fogueira, acau\u00e3s quietas vigiavam os nossos ancestrais sertanejos e os pirilampos piscavam luzes verdinhas no esvoa\u00e7o noturno. O anci\u00e3o ergueu as m\u00e3os ao vento, e todos seguiram seu movimento, como galhos a boca da tempestade. Ent\u00e3o, do fundo do terreiro, veio um sopro carregado de vozes antigas. \u201cUau\u00e1\u201d, ecoou, misturando-se ao ronco dos trov\u00f5es. E assim nasceu o nome da terra onde at\u00e9 as estrelas descem do c\u00e9u para atender o desejo das crian\u00e7as.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Uau\u00e1 Bahia, 23 de fevereiro de 2025.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Robson Rodrigues de Souza<\/div>\n<div dir=\"auto\">Cadeira 1 da Academia Brasileira de Letras,<\/div>\n<div dir=\"auto\">Artes e Ci\u00eancias da Caatinga &#8211; ABLACC<\/div>\n<div dir=\"auto\">\n<div>\n<address><strong>COLABORA\u00c7\u00c3O E COMPLEMENTOS DE:<\/strong><\/address>\n<\/div>\n<address><a href=\"https:\/\/www.portaldenoticias.net\/deusimar\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/cropped-ddd222-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-11732\" src=\"https:\/\/www.portaldenoticias.net\/deusimar\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/cropped-ddd222-1.jpg\" alt=\"\" width=\"131\" height=\"131\" \/><\/a><\/address>\n<address><strong>Jos\u00e9 Deusimar Loiola Gon\u00e7alves T\u00e9cnico em Agropecu\u00e1ria (Funcion\u00e1rio Publico Aposentado- Extensionista do Governo do Estado de nossa linda e extensa Bahia); Graduado em Administra\u00e7\u00e3o de M\u00e9dias e Pequenas Empresas; Licenciado em Biologia; P\u00f3s Graduado Em Gest\u00e3o Educa\u00e7\u00e3o Ambiental, e Tecn\u00f3logo em Apicultura e Meliponicultura. Zap: (75) 99998-0025 (Vivo) . Blog:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.portaldenoticias.net\/deusimar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.portaldenoticias.net\/deusimar&amp;source=gmail&amp;ust=1739324053811000&amp;usg=AOvVaw20fmw6iQOIKDL9bqT-Hl5X\">https:\/\/www.portaldenoticias.<wbr \/>net\/deusimar<\/a><\/strong><\/address>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; UAU\u00c1 &#8211; A LENDA Tr\u00eas estrelinhas vagavam pelos c\u00e9us, visitando planetas e luas. H\u00e1 tempos, buscavam um lugar especial para fixar moradia. Atravessaram gal\u00e1xias infinitas, conheceram seres de formas inimagin\u00e1veis, mas foi no humilde planeta Terra que encontraram algo singular. 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