{"id":1067,"date":"2015-03-03T19:37:17","date_gmt":"2015-03-03T22:37:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldenoticias.net\/deusimar\/?p=1067"},"modified":"2015-03-03T19:37:17","modified_gmt":"2015-03-03T22:37:17","slug":"informe-tecnico-sobre-o-uso-da-mandioca-na-alimentacao-animal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaldenoticias.net\/deusimar\/informe-tecnico-sobre-o-uso-da-mandioca-na-alimentacao-animal\/","title":{"rendered":"INFORME T\u00c9CNICO SOBRE O USO DA MANDIOCA NA ALIMENTA\u00c7\u00c3O ANIMAL."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.portaldenoticias.net\/deusimar\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/MANDIOCA-NA-ALIMENTACAO-ANIMAL-450x338.jpg\" alt=\"MANDIOCA NA ALIMENTACAO ANIMAL\" width=\"450\" height=\"338\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1068\" srcset=\"https:\/\/portaldenoticias.net\/deusimar\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/MANDIOCA-NA-ALIMENTACAO-ANIMAL-450x338.jpg 450w, https:\/\/portaldenoticias.net\/deusimar\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/MANDIOCA-NA-ALIMENTACAO-ANIMAL-174x131.jpg 174w, https:\/\/portaldenoticias.net\/deusimar\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/MANDIOCA-NA-ALIMENTACAO-ANIMAL-70x53.jpg 70w, https:\/\/portaldenoticias.net\/deusimar\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/MANDIOCA-NA-ALIMENTACAO-ANIMAL.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><br \/>\nRaspa de ra\u00edzes de mandioca<br \/>\nAs ra\u00edzes da mandioca destacam-se como fonte de energia, que \u00e9 o componente quantitativamente mais importante das ra\u00e7\u00f5es aliment\u00edcias para diferentes esp\u00e9cies de animais. Apresentam quantidades m\u00ednimas de prote\u00edna, vitaminas, minerais e fibra e s\u00e3o bem aceitas pelos animais.<br \/>\nA concentra\u00e7\u00e3o de energia \u00fatil na mandioca e seus derivados \u00e9 afetada pela umidade. A raiz de mandioca quando fresca, apresenta menos de 1.500 kcal de energia metaboliz\u00e1vel por quilo de massa fresca; quando desidratada, varia de 3.200 a 3.600 kcal<br \/>\nA desidrata\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo importante para conservar a qualidade das ra\u00edzes depois de colhidas, facilita seu uso na composi\u00e7\u00e3o de alimentos, eleva a concentra\u00e7\u00e3o de nutrientes e facilita a conserva\u00e7\u00e3o dos alimentos, al\u00e9m de ser um dos m\u00e9todos mais eficientes na redu\u00e7\u00e3o da toxicidade.<br \/>\nO processo de produ\u00e7\u00e3o consiste basicamente, logo ap\u00f3s a colheita, no corte das ra\u00edzes e exposi\u00e7\u00e3o ao sol. A produ\u00e7\u00e3o de raspa deve ocorrer no per\u00edodo adequado \u00e0 colheita, quando as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o favor\u00e1veis (boa insola\u00e7\u00e3o, alta temperatura e baixa umidade relativa).<br \/>\nde energia metaboliz\u00e1vel, n\u00edvel adequado para a maioria dos animais de todas as idades.<br \/>\nLavagem das ra\u00edzes<br \/>\nAs ra\u00edzes devem ser lavadas para eliminar a terra e outros elementos estranhos aderidos a elas, especialmente quando s\u00e3o processadas sem a retirada da casca (pel\u00edcula externa e c\u00f3rtex). A lavagem adequada permite obter materiais com boa qualidade, quanto ao conte\u00fado de res\u00edduos.<br \/>\nCorte das ra\u00edzes<br \/>\nAs ra\u00edzes devem ser divididas em pequenos peda\u00e7os, usando maquin\u00e1rio apropriado, para acelerar o processo de secagem, facilitar o armazenamento, a sua conserva\u00e7\u00e3o e uso na prepara\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00f5es aliment\u00edcias.<br \/>\nDesidrata\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes<br \/>\n\u00c9 a opera\u00e7\u00e3o mais importante no processo de prepara\u00e7\u00e3o de raspas, devido \u00e0 necessidade de baixar o teor de umidade de 60-70% nas ra\u00edzes para 10-14% nas raspas.<br \/>\nNos sistemas tradicionais de secagem, os peda\u00e7os das ra\u00edzes s\u00e3o espalhados uniformemente em uma \u00e1rea cimentada, lona pl\u00e1stica ou bandejas com fundo de tela, em camadas que proporcionem no m\u00e1ximo uma carga de 15 quilogramas por metro quadrado. Para acelerar o processo, o material deve ser revolvido com um ancinho ou rodo de madeira, no sentido do maior comprimento, a cada duas horas no primeiro dia. \u00c0 noite, junta-se e protege-se o material com uma lona pl\u00e1stica ou similar.<br \/>\nRendimento<br \/>\nO \u00edndice de efici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de raspa de ra\u00edzes de mandioca situa-se de 30-40%, isto \u00e9, para cada 1.000 quilogramas de ra\u00edzes s\u00e3o produzidos de 300 a 400 quilogramas de raspa, dependendo da variedade, idade da planta , umidade inicial, densidade e condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<br \/>\nArmazenamento<br \/>\nO armazenamento da raspa seca pode ser feito \u00e0 granel ou em sacos de aniagem ou r\u00e1fia, com capacidade de 30 a 40 quilogramas, tendo o cuidado de compactar bem o produto e coloc\u00e1-lo em local com boa ventila\u00e7\u00e3o, alta temperatura, baixa umidade relativa e protegido da chuva. Para evitar o desenvolvimento de bact\u00e9rias e fungos, que ocasionam transtornos nutricionais e sanit\u00e1rios, o material armazenado deve estar desidratado de forma homog\u00eanea, com umidade que n\u00e3o exceda 14%.<br \/>\nUtiliza\u00e7\u00e3o<br \/>\nAs experi\u00eancias t\u00eam demonstrado que a raspa de ra\u00edzes de mandioca pode ser inclu\u00edda na formula\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00f5es para animais dom\u00e9sticos, em substitui\u00e7\u00e3o parcial ou total dos cereais (milho, trigo, cevada etc.), gra\u00e7as ao seu valor energ\u00e9tico e \u00e0 sua palatabilidade.<\/p>\n<p>Feno da parte a\u00e9rea da mandioca\t<\/p>\n<p>Feno da parte a\u00e9rea da mandioca<br \/>\nA parte a\u00e9rea da mandioca \u00e9 constitu\u00edda pelas hastes principais , galhos e folhas, em propor\u00e7\u00f5es vari\u00e1veis. \u00c9 um produto que apresenta um potencial prot\u00e9ico de muita import\u00e2ncia, sendo tamb\u00e9m rico em vitaminas, especialmente A, C e do complexo B; o conte\u00fado de minerais \u00e9 relativamente alto, especialmente c\u00e1lcio e ferro. Esse material pode ser submetido a diferentes processos para obten\u00e7\u00e3o de produtos destinados a alimenta\u00e7\u00e3o animal.<br \/>\nQuando a folhagem se destina a produ\u00e7\u00e3o de feno para monog\u00e1stricos (aves, su\u00ednos e cavalos), deve-se utilizar as partes mais tenras (hastes novas e folhas). No caso da alimenta\u00e7\u00e3o de ruminantes (bovinos, caprinos e ovinos) esta sele\u00e7\u00e3o n\u00e3o precisa ser t\u00e3o criteriosa, podendo-se utilizar tamb\u00e9m as manivas.<br \/>\nA alternativa de desidratar a folhagem abre novas possibilidades para o uso da parte a\u00e9rea da mandioca na alimenta\u00e7\u00e3o de animais, de onde se pode obter um feno que oferece numerosas vantagens, podendo ser usado diretamente ou em mistura com outros componentes da ra\u00e7\u00e3o.<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o de feno<br \/>\nA fena\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo de conserva\u00e7\u00e3o de forragens, que, al\u00e9m de manter as qualidades do material ap\u00f3s a colheita, facilita seu uso na fabrica\u00e7\u00e3o de alimentos, eleva a concentra\u00e7\u00e3o de nutrientes e elimina a maior parte do \u00e1cido cian\u00eddrico, reduzindo-o a n\u00edveis seguros para a alimenta\u00e7\u00e3o animal.<br \/>\nO processo de produ\u00e7\u00e3o consiste basicamente em, logo ap\u00f3s a colheita das ramas, preferencialmente as partes mais tenras (ter\u00e7o superior), triturar-se o material e expor ao sol, quando as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o favor\u00e1veis (boa insola\u00e7\u00e3o, alta temperatura e baixa umidade relativa). A parte basal, por ser bastante lenhosa, possui muita fibra e poucos nutrientes, al\u00e9m do risco de, mesmo ap\u00f3s a tritura\u00e7\u00e3o, apresentar lascas que podem provocar perfura\u00e7\u00f5es no est\u00f4mago dos animais.<br \/>\nCorte das ramas<br \/>\nAs ramas devem ser trituradas em pequenos peda\u00e7os, usando maquin\u00e1rio apropriado (m\u00e1quina de picar forragem, moto-forrageira etc.), para acelerar o processo de secagem, facilitar o armazenamento, a sua conserva\u00e7\u00e3o e o uso na prepara\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00f5es.<br \/>\nDesidrata\u00e7\u00e3o das ramas<br \/>\n\u00c9 a opera\u00e7\u00e3o mais importante no processo de produ\u00e7\u00e3o de feno, devido \u00e0 necessidade de baixar o teor de umidade de 65-80% nas ramas para 10-14% no feno.<br \/>\nNos sistemas tradicionais de secagem, o material picado \u00e9 espalhado uniformemente em uma \u00e1rea cimentada, lona pl\u00e1stica ou bandejas com fundo de tela. Para acelerar o processo, o material deve ser revolvido com ancinho ou rodo de madeira, no sentido do maior comprimento, a cada trinta minutos, permitindo uma secagem mais uniforme e r\u00e1pida. A depender da insola\u00e7\u00e3o, ao final de quatro horas o material est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de ser armazenado.<br \/>\nRendimento<br \/>\nA taxa de efici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de feno da parte a\u00e9rea da mandioca situa-se entre 20-30%, isto \u00e9, para cada 1.000 quilogramas de ramas s\u00e3o produzidos de 200-300 quilogramas de feno, dependendo da variedade, idade da planta, umidade inicial, densidade e condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<br \/>\nArmazenamento<br \/>\nO armazenamento do feno pode ser feito em sacos de aniagem ou r\u00e1fia, tendo o cuidado de coloc\u00e1-los em local com boa ventila\u00e7\u00e3o, alta temperatura, baixa umidade relativa e protegido da chuva . Para evitar fermenta\u00e7\u00f5es indesej\u00e1veis e conseq\u00fcente deteriora\u00e7\u00e3o do produto, o material armazenado n\u00e3o deve apresentar umidade superior a 14%.<br \/>\nUtiliza\u00e7\u00e3o<br \/>\nAs experi\u00eancias t\u00eam demonstrado que as ramas de mandioca podem ser inclu\u00eddas na formula\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00f5es para animais dom\u00e9sticos, especialmente ruminantes (bovinos, caprinos e ovinos), em substitui\u00e7\u00e3o parcial ou total dos cereais (milho, trigo e cevada), gra\u00e7as ao seu valor nutritivo.<br \/>\nDEUSIMAR DAS ABELHAS AINDA ACRESCENTA: Como \u00e9 do conhecimento de todos(as), a viabilidade do uso da mandioca na alimenta\u00e7\u00e3o animal, \u00e9 evidente quando procuramos a fazer um comparativo do custo de 1 kg de carne de caprino e ou ovino(R$ 10,00),com 01 kg de farinha(R$1,50). Torna-se economicamente mais vi\u00e1vel, o agricultor familiar transformar as ra\u00edzes da mandioca na farinha de seu pr\u00f3prio consumo, e o restante  juntar com a parte a\u00e9rea   transformando em alimenta\u00e7\u00e3o para seus animais.<br \/>\nFONTE DO INFORME T\u00c9CNICO;Copyright \u00a9 2003, Embrapa<\/p>\n<p>COLABORA\u00c7\u00c3O DE : DEUSIMAR DAS ABELHAS- T\u00c9CNICO DA EBDA-MONTE SANTO.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raspa de ra\u00edzes de mandioca As ra\u00edzes da mandioca destacam-se como fonte de energia, que \u00e9 o componente quantitativamente mais importante das ra\u00e7\u00f5es aliment\u00edcias para diferentes esp\u00e9cies de animais. Apresentam quantidades m\u00ednimas de prote\u00edna, vitaminas, minerais e fibra e s\u00e3o bem aceitas pelos animais. 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